Os negócios com o mercado de reposição estão exercendo papel importante dentro do setor de autopeças nos últimos anos. Principalmente com a crise econômica, que fez diminuir a vendas de automóveis novos e direcionou o consumidor a investir mais na manutenção do usado. Dados do Sindipeças mostram que a participação do aftermarket no faturamento do setor saltou de 14,7%, em 2011, para 22%, em 2016. Na comparação do ano passado com 2015 o acréscimo foi de 2,74%.
De acordo com Eduardo Gomes, diretor da Sgmalean, uma consultoria de gestão, com esta nova realidade cresceu também a corrida das empresas por participação do mercado.
“Isto exige que comecem a olhar mais para a eficiência dos seus processos produtivos com o objetivo de reduzir custos e tornarem-se mais competitivas.”
Na Gates, fabricante de correias, tensionadores e mangueiras, a reposição já representa 70% do faturamento e 30% vem das vendas para as fabricantes de veículos. “Este segmento puxou o crescimento de 28% da empresa no ano passado”, diz Sidney Aguilar, diretor de vendas e marketing da Gates.
Processos de melhoria contínuos adotados e investimentos na modernização da fábrica ajudaram a empresa a manter os bons resultados. Aliado a isto Aguilar conta que, em 2016, a Gates tratou de se aproximar mais do consumidor final e com o lançamento de novos produtos para ampliar a cobertura da frota nacional: “Manteremos estas ações e, por isto, nossa projeção para este ano é de crescimento de 15% no segmento de reposição”.
Na Meritor, que atua no segmento original e no de reposição com eixos e sistemas de direção, as vendas para o aftermarket já representam 10% do faturamento no Brasil. Para manter-se mais competitiva e diminuir seus custos a Meritor buscou novos fornecedores para atender à operação brasileira. Conforme falou Luís Marques, gerente de marketing e aftermarket para a América do Sul, parceiros globais, que já atendem a matriz nos Estados Unidos, passaram a fornecer componentes para a produção brasileira, o que possibilitou redução de custos: “Esta ação proporcionou uma economia de 5%”.
Marques disse que outras ações, como realinhamento de preços, adoção do sistema lean na gestão e aproximação e apoio do canal de distribuição têm sido utilizadas para aumentar a eficiência das fábricas brasileiras.
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