AutoData - Fras-le tem queda de 7% na receita líquida
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28/03/2017

Fras-le tem queda de 7% na receita líquida

Embora o mercado automotivo brasileiro tenha encolhido praticamente a metade no ano passado, na comparação com 2015, a Fras-le manteve estável, com variação positiva de 0,7%, o faturamento bruto, que totalizou R$ 1,2 bilhão. Já a receita líquida consolidada, de R$ 812,7 milhões, foi 7% inferior na mesma base de comparação. Os resultados foram publicados na quinta-feira, 23, e serão analisados, na sexta-feira, 24, em teleconferência.

O mercado doméstico gerou receita líquida de R$ 369,7 milhões, em queda de 13,8%. Segundo o relatório da diretoria da fabricante de materiais de fricção com sede em Caxias do Sul, RS, o resultado teve forte impacto das vendas para clientes do segmento de montadoras e sistemistas, com recuo de 32,6%, para R$ 52,9 milhões. Na reposição a queda foi de 9,6%, consolidando receita de R$ 316,8 milhões.

Já as vendas externas, que somaram R$ 443 milhões, ficaram 0,7% abaixo das de 2015. O negócio representou 54,5% da receita líquida, 3 pontos acima do consolidado no exercício anterior. Em dólares as exportações a partir do Brasil aumentaram 8%, para US$ 79,6 milhões. O resultado deu-se, principalmente, pelo fim dos bloqueios alfandegários no mercado sul-americano e pela recuperação das vendas em regiões que passaram por alguma instabilidade em 2015, como Europa, África e América Central.

Na soma das exportações com os negócios das operações localizadas em outros países o faturamento chegou a US$ 126,8 milhões, apresentando retração de 6,2%. Deste total US$ 47,2 milhões – após eliminações das vendas inter-company – são provenientes das unidades controladas.

Em razão da retração nas vendas a empresa manteve a política de controle rígido dos custos operacionais em todas as unidades. Como os períodos de flexibilização e férias coletivas não foram mais suficientes para conter os efeitos do avanço da crise, a empresa se adequou ao novo tamanho de mercado, com impacto direto sobre o nível de emprego.

Ainda assim o lucro bruto consolidado teve retração de 9,2%, atingindo R$ 232 milhões, com margem de 28,5%, declínio de 0,7 ponto porcentual. Já o lucro líquido evoluiu 23%, para R$ 64,3 milhões, em razão do superávit financeiro e do benefício fiscal de R$ 5,4 milhões sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio. A margem líquida consolidada encerrou o período em 7,9%, representando evolução de 1,9 ponto porcentual.

Estabilidade em 2017 – Mesmo que 2016 tenha se encerrado com poucas alterações concretas no cenário econômico e político, gerando incertezas e insegurança para 2017, a diretoria da Fras-le se mantém otimista. As recentes iniciativas do governo, como a liberação do FGTS inativo e, por meio do BNDES, a divulgação das novas regras da Finame TJLP, juntamente com a inflação e os juros em queda, são vistas como fatores que deverão influenciar positivamente na recuperação da economia. Assim a diretoria projeta repetir o faturamento bruto de R$ 1,2 bilhão e avançar 11% na receita líquida, para R$ 900 milhões. As receitas externas estão estimadas em US$ 140 milhões, alta de 10%, e os investimentos terão elevação para R$ 30 milhões – em 2016 ficaram limitados a R$ 10,4 milhões.

O relatório vem assinado por Sérgio Lisbão Moreira de Carvalho, eleito diretor presidente da companhia em 1º de março, depois do pedido de renúncia apresentado ao conselho de administração por Daniel Raul Randon, que exercia a função interinamente, desde agosto.

O novo presidente tem passagens por empresas do segmento de veículos pesados e comerciais, como Meritor, Nelson Global Products e Fuwa Heavy Industries, em diversos países.


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