Você conhece a história da Opel, empresa vendida recentemente para o Grupo PSA Peugeot-Citroën? O site venezuelano Flash de Motor contou esta trajetória para os seus leitores. Adam Opel, fundador da empresa, não imaginava que um dia seu sobrenome seria associado à produção de veículos. Isso porque iniciou as operações da companhia com a fabricação de máquinas de costura, em 1862. Com o bem-sucedido negócio decidiu, duas décadas depois, explorar novas áreas e, então, iniciou a produção de bicicletas em Rüsselsheim, no Estado de Hessen, Alemanha, perto de Frankfurt.
Em 1895, quando Adam Opel faleceu, seus filhos tomaram a frente do negócio e iniciaram a produção de automóveis. Para isto assinaram acordo com uma empresa francesa, Darracq, que surgiu graças a parceria produtiva com um engenheiro alemão. Esta união permitiu que a família Opel apostasse na produção de veículos simples, robustos, fáceis de manusear e de preço acessível. O primeiro a ser fabricado foi chamado de carro de médico por causa da preferência dos doutores por ele.
A decisão de entrar no segmento de veículos populares produzidos em massa levou a Opel a se tornar o primeiro fabricante alemão de carros em série, aproveitando as ideias da Ford, que foi pioneira deste sistema de fabricação. Paralelamente os filhos de Opel desenvolveram vários projetos pitorescos, dentre os quais o carro movido por foguetes, apoiando os experimentos de Max Valier, austríaco pioneiro em desenvolvimento de foguetes.
Foi a partir daí que a Opel começou a se mostrar como uma empresa de muitas iniciativas, com o desenvolvimento de automóveis de vários tipos, de acessórios para motores e implementos para a aviação civil e comercial. Mas a Primeira Guerra Mundial fez com que a empresa desacelerasse seus passos e se concentrasse no desenvolvimento de um único produto, com preço acessível e de fácil reparo. Nascia então o modelo Opel Olympia.
Em 1929 a Opel se tornou uma empresa de capital aberto, o que encorajou a General Motors comprar participação ndo negócio, tornando-se definitivamente proprietária da Opel em 1931. A princípio a presença da GM como dona não ocasionou nenhuma mudança no processo de produção. Mas os ventos mudaram de curso com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.
A Opel, assim como tantas outras empresas europeias, tentaria manter a sua normalidade operacional na esperança de superar aquele momento histórico difícil. Mas, quando a guerra terminou, ela foi uma das muitas empresas alemãs que tinham sido parcialmente devastadas e ainda pertenciam a um país que estava isolado dos seus vizinhos europeus. Assim que tentou retomar a produção deu-se conta de que a situação do que sobrou da fábrica era dramática.
Foi então que a GM precisou tomar decisões drásticas e participar diretamente dos problemas da gestão e da produção na fábrica de Rüsselsheim, incluindo o processo de reconstrução da unidade fabril.
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