AutoData - Toyota quer expandir exportações na América Latina
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28/03/2017

Toyota quer expandir exportações na América Latina

Por Bruno de Oliveira

- 28/03/2017

A Toyota do Brasil quer aumentar suas exportações para países América Latina que hoje são abastecidos pelas fábricas da Europa e dos Estados Unidos, como é o caso do Peru e do Chile, mercados abertos e que passam por invasão de veículos chineses. Segundo a empresa, juntos, esses países possuem potencial de venda de 3 mil unidades por ano, que a faria saltar das 43,5 mil unidades exportadas em 2016 para 46,5 mil unidades.

Com a aproximação do Brasil com esses mercados o embarque do Corolla e do Ethios, os Toyota nacionais, pode acontecer mais cedo. Rafael Chang, executivo que assumiu a presidência da companhia no País em janeiro deste ano, projeta para abril as primeiras remessas e diz que a meta para as exportações na região é de crescimento de 6,4%.

“Para este ano o objetivo é manter esta base. Vamos exportar o Ethios ao Peru a partir de abril. Sobre o Corolla, estamos fazendo os estudos de viabilidade no Peru, Colômbia e Chile, que hoje recebem o modelo importando dos Estados Unidos”, disse.

Em 2016, saíram das fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, para Argentina, Uruguai e Paraguai 43,5 mil unidades, ante 39,8 mil em 2015. Desse total, o Ethios, modelo de entrada da empresa na América Latina, representa o maior volume, 25 mil unidades.

O Corolla, no entanto, deve ser o carro capaz de alavancar as vendas da fabricante no continente este ano. O modelo 2018, lançado no Brasil nesta quinta-feira, 16, chega com adaptações para o mercado latino e carrega a reputação de estar entre os cinco carros mais vendidos do Brasil e ser o líder na categoria nos últimos 10 anos, segundo dados da Anfavea.

A crença dentro da empresa é que estes fatores, aliados a uma estratégia de aproximar o veículo dos consumidores mais jovens por meio de mudanças no design, possam credenciá-lo a buscar clientes em nichos em que outras montadoras atendem há mais tempo, como é o caso do Civic, da Honda, disse um revendedor da empresa na América Latina que preferiu não se identificar.

“Estamos tentando diversificar nossas operações brasileiras para não sermos tão dependentes daqui. Percebemos modificações no mercado que nos levou a rejuvenescer o modelo e aproximá-lo de novos clientes aqui e fora do País”, comentou Steve St. Angelo, executivo sênior da Toyota na região.


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