No mundo automotivo se abre um novo capítulo na novela das fusões, aquisições e alianças. Depois da compra da Opel/Vaulhaux pelo Grupo PSA, que detém Peugeot, Citroën e DS, no início do mês, já está no radar a possível fusão do Grupo Volkswagen com a FCA, Fiat Chrysler Automobile, segundo o Flash de Motor, da Venezuela.
No ano passado o mais importante negócio foi a aquisição da Mitsubishi Motors pela Nissan, fortalecendo a aliança com a Renault e agregando Infiniti, Dacia e Datsun. Com a compra a aliança poderá tirar da General Motors o terceiro lugar no ranking de maiores fabricantes do mundo. As líderes são o Grupo Volkswagen e Toyota.
No fim da semana passada a imprensa europeia já provocava o CEO da Volkswagen, Matthias Müller, a respeito da possível fusão. Ele surpreendeu a todos, durante a coletiva sobre os resultados financeiros do grupo, ao afirmar que existe a possibilidade de abrir negociação com a FCA visando à fusão. Sergio Marchionne, CEO da FCA, defendeu, recentemente, a integração de empresas para enfrentar os desafios do setor.
A compra da Opel/Vauxhall pelo PSA tem motivado todo o setor, que já passa por profunda transformação com o desenvolvimento de carros elétricos e de carros autônomos. Durante o último Salão do Automóvel de Genebra, encerrado no domingo, 19, ocorreram muitas especulações sobre aquisições e fusões. Altos executivos de fabricantes de veículos projetaram a maior concentração de marcas para suportar os próximos desafios do mercado automotivo mundial.
Marchionne, o chefão da FCA, defendeu as fusões na indústria para compartilhar os custos de fabricação dos veículos mais limpos e tecnologicamente mais avançados. E não descartou uma aproximação com a Volkswagen.
“Seria muito útil que o senhor Marchionne me comunicasse suas considerações e não somente a você”, disse Matthias Müller a um jornalista durante a apresentação dos resultados financeiros do Grupo Volkswagen. É uma mudança radical no discurso pois, há algumas semanas, Müller negara a possibilidade.
Müller não quis fazer especulações de como ficará o mercado europeu após a aquisição da Opel pelo PSA, e disse que a Volkswagen, apesar de ser líder na Europa, tem margem operacional mais baixa do que seus competidores diretos e está bem atrás no desenvolvimento de carros elétricos e de condução autônoma. Ele anunciou uma mudança na estratégia do grupo para avançar no desenvolvimento de carros autônomos, uma tendência do setor, e garantiu sua confiança “no futuro da Volkswagen, com ou sem Fiat Chrysler”.
Ele afirmou, também, que a companhia seguirá como uma das maiores fabricantes de automóveis em 2025: “Também seremos um provedor internacional e líderes na mobilidade sustentável e estabeleceremos os novos rumos de serviços de mobilidade”.
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