O Waze, que substituiu o antigo GPS como guia de endereços, lançou no Brasil o serviço de carona Waze Carpool, de compartilhamento de carros. Trata-se de um serviço de carona que tem os custos, de combustível e manutenção, divididos pelos passageiros. Embora a empresa diga que o serviço não concorra com o Uber uma eventual popularização da carona compartilhada pode afetar a base de usuários da empresa de transporte.
Segundo Flávio França, da produtora digital Ever, especializada em desenvolvimento de aplicativos, por não visar ao lucro, como o Uber, no serviço do Waze o custo pode ser até 50% menor porque incide apenas no preço do combustível utilizado por quilômetro percorrido e numa taxa de manutenção. Já a tarifa do Uber foi idealizada para dar lucro à empresa e ao motorista.
Diz o especialista: “Não existe modelo de negócio no serviço do Waze. É um serviço que tem como objetivo gerar dados que podem ser aproveitados comercialmente por sua controladora, o Google. O compartilhamento de carona, uma vez massificado, atrairá um tipo de público que define o tipo de transporte utilizado em função do preço. Foi assim com o Uber, no início das suas operações no País, com relação ao táxi, e pode ser assim com o Waze”.
O Waze Carpool conecta usuários com rotas similares, analisando os seus endereços, e combina parceiros de carona de uma mesma rede local de usuários, facilitando viagens de vizinhos e colegas de trabalho, por exemplo. Atualmente o serviço está disponível apenas em Israel, país de origem dos criadores do aplicativo, e em algumas áreas de São Francisco, Califórnia.
O serviço estará disponível para os brasileiros até o fim do ano, afirmou a empresa. Ainda que não tenha informado em quais cidades o serviço chegará primeiro, São Paulo é a que tem mais usuários ativos no mundo, informou Di-Ann Eisnor, diretora global do Waze. A executiva afirmou que, caso 50% dos usuários da cidade passem a utilizar o serviço de compartilhamento, o tráfego cairá 10%. Segundo dados do Detran paulista em fevereiro a frota de carros na Capital somava 5,9 milhões de unidades.
A empresa não revela o número de usuários que possui no Brasil, mas dados divulgados em 2016 dão conta de que, em São Paulo, a base seja formada por 3 milhões de usuários ativos. No mundo todo são mais de 65 milhões. O Waze foi comprado em 2013 pelo Google, em negócio que movimentou US$ 1 bilhão, e segue suas operações de maneira independente da controladora.
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