O grupo PCA avaliará os diretores da Opel como primeiro passo de integração das sinergias entre as empresas, informou o Flash de Motor, da Venezuela. A medida vai se estender pelos próximos meses e servirá para começar a receber os ganhos para esta operação que gerou um negócio de € 2,2 bilhões. A estimativa é de que as sinergias devem gerar € 1,7 bilhão até 2026.
O governo francês tem 14% de participação na PSA e essa sinergia poderá ter muitos entraves políticos em um ano de eleições na França e na Alemanha. Por isso, com esse calendário eleitoral as primeiras sinergias acontecerão de cima, junto aos quadros diretivos da Opel nos países em que atua.
Ao mercado, o presidente da PSA, Carlos Tavares, se comprometeu a manter o emprego após a aquisição. No entanto, para conseguir atingir a meta, terá de fazer caixa em uma empresa que vem há anos trabalhando no vermelho. Nos últimos anos, as fábricas do grupo fora da França e da Alemanha apresentaram fraco desempenho financeiro, segundo fontes ouvidas pelo El Observador.
O caso que chama mais a atenção é o da montadora Vauxhall, braço britânico da Opel. Segundo o Flash de Motor, o Brexit, que foi a saída do Reino Unido da União Europeia, dificultou muito a operação da empresa. Aliás, uma das razões para a GM se desfazer da Opel Vauxhall foi o Brexit.
O Grupo PSA também enfrenta problemas em suas fábricas fora do França-Alemanha. Na Espanha, a fábrica em Villaverde, Madrid, é a mais preocupante. A unidade opera hoje com 25% da capacidade. Nesta fábrica se produz o Cactus Citroën, um modelo que irá passar por um processo de facelift.
NOVA EMPRESA – Na nova PSA as fábricas na Europa se complementam. A empresa está muito consolidada nos mercados como França e Espanha. Já a Opel tem na Alemanha e no Reino Unidos os seus maiores mercados na região. Mas, quando se olha para o portfólio das companhias observa-se que há muitos modelos em duplicidade, que concorrem no mesmo segmento.
O ponto forte da Opel é que ela está mais avançada do que a PSA no desenvolvimento dos carros elétricos. E serão esses modelos que darão à nova companhia um diferencial competitivo no mercado europeu. Outra vantagem da aquisição foi a compra conjunta entre o grupo e o banco BNP do braço financeiro da GM na Europa. A instituição financeira poderá ganhar presença em mercados que hoje tem pouca atuação, como por exemplo, na Espanha.
A compra finalizada em março foi composta pela aquisição, por uma parte, da Opel/Vauxhall por € 1,3 bilhão, e por outra da filial financeira da GM na Europa por € 900 milhões. O PSA espera aumentar participação no mercado europeu para 17%.
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