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15/05/2017

Autopeças salvam trimestre da Randon

Por Bruno de Oliveira

- 15/05/2017

A Randon registrou lucro de R$ 1 milhão 579 milhões no primeiro trimestre e reverteu o prejuízo de R$ 9 milhões 556 milhões de igual período do ano passado. O motivo dessa reviravolta foi o aumento da participação do segmento de autopeças no faturamento da companhia, que saltou de 44% para 53% na comparação entre o trimestre deste ano e o de 2016. Esta área, atualmente, responde pela maior fonte de receitas da empresa, de R$ 307 milhões 860 mil no trimestre ante R$ 235 milhões 445 mil obtidos pela divisão que a consagrou no mercado, a de implementos.

A maior receita das operações de autopeças foi da Fras-le, que registrou R$ 177 milhões 368 mil no trimestre. Outra empresa do segmento, a Master Sistemas Automotivos, respondeu por R$ 68 milhões. A Randon justificou o aumento da participação das autopartes na receita citando o aumento na produção de caminhões no trimestre. Nesse período foram produzidos no Brasil 21 mil 648 unidades segundo dados da Anfavea. O volume representa crescimento de 6,5% na comparação com o trimestre de 2016.

Geraldo Santa Catharina, diretor financeiro da Randon, disse que as exportações suplantaram as vendas no País: “O mercado de caminhões vem apresentando um cenário paradoxal. Por um lado, a demanda doméstica permanece fraca, registrando queda. Do outro, o crescimento das exportações aumentou a produção. Este cenário tem permitido às empresas de autopeças capturarem oportunidades para ampliar volumes e receitas.” Foram exportados 8 mil 313 caminhões no período, 43% mais que em 2016.

As exportações de autopeças da Randon, no entanto, caíram no trimestre em relação ao de 2016. O faturamento foi de R$ 21 milhões 136 mil no trimestre, 8,6% menos que no ano passado. O principal destino foram os Estados Unidos e países da América Latina.

Implementos – O segmento de implementos da empresa fechou o trimestre com receita de R$ 235 milhões 445 mil, 37,5% menos que o faturamento registrado no ano passado, R$ 376 milhões 735 mil. A empresa acredita que as vendas de implementos poderia ter sido melhores não fosse a lei que entrou em vigor em abril que permitiu aumentar a tonelagem de caminhões canavieiros: “Por isso, muitos clientes seguraram os investimentos para adequarem suas frotas a essa nova possibilidade e o cenário acabou refletindo também no nosso desempenho.”

Por outro lado, Catharina disse que a safra recorde de grãos ajudou a reduzir o tamanho da frota ociosa e está possibilitando a retomada de negócios em alguns segmentos, como o de semirreboques. O reflexo foi o aumento no número de pedidos ao longo do trimestre, principalmente no mês de março. Nesse contexto, a Randon encerrou o trimestre com a venda de 2 mil 423 unidades contra 2 mil 303 unidades no período do ano passado, crescimento de 5,2%, somando-se as vendas no Brasil e no mercado externo. O desempenho permitiu à empresa deter 33,8% do mercado, ante 26,8% de fatia no trimestre de 2016.


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