Ilan Goldfajn, presidente do BC, Banco Central, disse na segunda-feira, em Tóquio, Japão, que a redução da taxa básica de juros, a Selic, contribuirá para a retomada do crescimento da economia brasileira. Ele participou da reunião bimestral de presidentes de bancos centrais do BIS, Banco de Compensações Internacionais, BIS, e de encontros com investidores institucionais.
Para ele várias reformas e ajustes aumentarão a confiança e reduzirão a percepção de risco associada à economia brasileira. Citou as reformas da previdência, a trabalhista e a da educação e a lei do teto dos gastos públicos. O presidente do BC lembrou que a Selic caiu de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para 11,25% ao ano na última reunião do Copom, Comitê de Política Monetária, em abril.
Goldfajn reforçou que o ritmo de cortes na Selic depende da evolução da atividade econômica, de fatores de risco e das expectativas para a inflação.
Focus – O mercado financeiro reduziu, pela nona vez seguida, a projeção para o IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, este ano. Agora a estimativa passou de 4,03% para 4,01%, de acordo com o boletim Focus, uma publicação elaborada semanalmente pelo BC.
A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%. A meta tem ainda limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2018 a estimativa subiu de 4,30% para 4,39%.
A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia este ano foi ajustada de 0,46% para 0,47%. Para 2018 a expectativa é a de que o PIB cresça 2,5% – a mesma projeção há sete semanas consecutivas
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