De todas as montadoras a Tesla apresentou o maior aumento no valor de sua marca em um ano, com crescimento de 32%, passando para US$ 5,9 bilhões, segundo a pesquisa Brand ZTop 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo, realizado pela consultoria de marketing Kantar Millward Brown.
Isso mostra que a fabricante de carros elétricos, fundada em 2003 por Elon Musk, já começa a ter estatura semelhante às gigantes do setor. Esta semana a empresa começou a entregar veículos na Coreia do Sul. Na quinta-feira, 22, anunciou que está negocia para instalar uma fábrica China.
Para Valkiria Garré, CEO da Kanta Millward Brown, inovação e tecnologia são os caminhos que deverão ser trilhados pelas empresas para manter sua competitividade no mercado: “O setor automotivo passa por grandes mudanças como, por exemplo, a chegada dos carros autônomos. A Tesla não é uma grande montadora, mas seus carros representam uma tendência para o futuro por apostar em sustentabilidade”.
As três primeiras colocadas no ranking mantiveram suas posições do ano passado. A Toyota continua a ser a marca automotiva mais valiosa do mundo, registrando queda de 3% e passando para US$ 28,7 bilhões. A alta nas vendas foi neutralizada pelo aumento dos investimentos e dos custos de mão de obra.
Na vice-liderança está a BMW, com valor de marca de US$ 24,6 bilhões, seguida de perto pela Mercedes-Benz, US$ 23,5 bilhões. Já a Ford subiu uma posição e ocupa o quarto lugar, US$ 13,1 bilhões.
De acordo com Garré as marcas no topo do ranking são financeiramente saudáveis e se apoiam em três pilares, são conhecidas, confiáveis e apostam na diferenciação: “A Toyota é uma marca tradicional, mas está sempre se renovando com investimentos em tecnologia”.
Após a queda de 3% no último ano o valor total das dez marcas de carros mais valiosas é US$ 139,2 bilhões em 2017. A pesquisa, que é realizada há doze anos, combina medidas do valor de marca, com base em entrevistas com mais de 3 milhões de consumidores em todo o mundo, com análise do desempenho financeiro e comercial de cada empresa usando dados da Bloomberg e Kantar Worldpanel.
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