Da compra coletiva à administradora de consórcio multimarcas. Assim se resume a sólida trajetória da Disal, empresa criada há 29 anos para auxiliar os revendedores Volkswagen a reduzir os custos e melhorar a rentabilidade do negócio. A empresa tornou-se a terceira maior na área de consórcios do País. Fica atrás apenas do Banco do Brasil e do Bradesco.
Desde 2015, a companhia passa por uma nova reformulação. Se antes a Disal era exclusiva da Volkswagen, hoje ela vende cotas de consórcio para qualquer marca. A mudança de foco, segundo Sergio Reze, presidente da empresa, foi necessária para acompanhar o crescimento do mercado: “Quando nascemos, existiam quatro montadoras que dominavam as vendas no Brasil. Hoje, é muito pulverizado. Para crescer, abrimos para outras empresas”.
Segundo Reze, a venda de cotas representa 80% do faturamento da Disal: “A nossa visão é o concessionário. Fomos criados para isso”. Com cerca de 30%, a Volkswagen ainda detém a maior participação nas vendas da empresa. A General Motors soma 14% das vendas, a Fiat abocanha 11%, a Hyundai tem 7% e a Ford é responsável por 6% do total comercializado. O ticket médio das cotas é de R$ 40 mil a R$ 150 mil.
No ano passado, de acordo com dados da ABAC, Associação Brasileira de Administradora de Consórcios, as vendas de cotas para compra de veículos representou 30,5% do total comercializado. Em 2015, esse número foi de 25,3%. Reze revela que a empresa administra uma carteira de 200 mil cotas. Esse volume tem se mantido nos últimos anos, mesmo com a crise do setor automotivo: “A nossa meta é aumentar o número de concessionários de outras marcas. Estamos em tratativas com associação de revendas de outras montadoras. Acreditamos que podemos contribuir para melhorar o negócio do revendedor”.
Segundo Reze, a Disal tem 220 associados e seis mil concessionários: “Estamos em expansão. Devemos aumentar a nossa atuação na região Sul. Esse é o nosso objetivo. Muitos dos nossos associados aguardam ansiosos pelo cheque da Disal no fim do ano, quando repassamos os dividendos e a parte de cada um na venda do consórcio”. O executivo conta que em algumas concessionárias o consórcio tem uma participação maior que a venda de veículos: “É com isso que estamos trabalhando para atrair mais associados. Quem é que não gosta de resultado?”.
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