Marchionne deixa FCA e Manley assume como CEO

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São Paulo - Sergio Marchionne foi substituído como presidente executivo da FCA no sábado, 21, pelo chefe da divisão Jeep, Mike Manley, após a saúde do executivo se deteriorar acentuadamente durante a recuperação de uma cirurgia. Manley, que também é responsável pela região da América do Norte, implementará uma estratégia delineada por Marchionne no mês passado para garantir que a empresa tenha um "futuro forte e independente", informou a FCA em comunicado.

 

Marchionne, de 66 anos, foi o executivo responsável por resgatar Fiat e Chrysler da falência após assumir a direção da Fiat em 2004. Ele deveria deixar o grupo em abril mas sua súbita crise de saúde forçou a FCA a acelerar a mudança:

 

"A FCA comunica com profundo pesar que durante o curso desta semana surgiram complicações inesperadas enquanto Marchionne estava se recuperando de uma cirurgia e que estas pioraram significativamente nas últimas horas".

 

Marchionne havia passado por uma cirurgia no ombro e estava em recuperação, mas depois sua situação piorou e sua condição médica foi apontada como irreversível na segunda-feira, 23.

 

Isso também motivou planos de sucessão na fabricante de carros esportivos Ferrari e na fabricante de caminhões e tratores CNH Industrial, desmembrada da FCA nos últimos anos. Juntamente com a FCA as empresas são controladas pela família Agnelli.

 

A Ferrari, na qual Marchionne era o presidente executivo e do conselho de administração, nomeou John Elkann como novo presidente do conselho. Elkann é presidente do conselho da FCA. Louis Camilleri, que integra o conselho, foi nomeado presidente executivo da Ferrari.

 

Marchionne havia dito anteriormente que planejava permanecer como presidente do conselho e CEO da Ferrari até 2021. A CNH Industrial, que ele também presidia, nomeou Suzanna Heywood como sua sucessora.

 

Foto: Divulgação.