Gigante global assume protagonismo na eletrificação do transporte urbano com produção nacional de sistemas de bateria para ônibus elétrico da Mercedes-Benz
A eletrificação do transporte deixou de ser tendência para se consolidar como eixo estratégico da mobilidade global. No Brasil, esse movimento ganha tração com iniciativas industriais que vão além da simples importação de tecnologia. É nesse contexto que a BorgWarner reforça seu papel como protagonista, combinando escala global, engenharia avançada e produção local para impulsionar a nova geração de veículos comerciais elétricos.
Com mais de 130 anos de atuação e reconhecida como uma das líderes mundiais em soluções para mobilidade, a companhia aposta na nacionalização de componentes críticos como fator-chave para viabilizar a transição energética. Um exemplo concreto dessa estratégia é a planta de Piracicaba (SP), inaugurada em 2023, dedicada à produção de sistemas de baterias para veículos comerciais.
Projetada para atender à crescente demanda por eletrificação, a unidade reúne tecnologia de ponta e capacidade de expansão. Em uma área de 33 mil m², com processos altamente digitalizados e rastreáveis, cada etapa da produção é monitorada em tempo real. Sistemas supervisórios orientam os operadores, enquanto códigos QR e armazenamento em nuvem garantem total controle de qualidade e rastreabilidade — um diferencial essencial em um componente tão estratégico quanto a bateria.
Sistemas de baterias para ônibus elétricos da Mercedes-Benz
No coração dessa operação está o sistema NMC 9 AKM 150 CYC, utilizado em ônibus elétricos como o Mercedes-Benz eO500U. Com 98 kWh de capacidade energética e arquitetura modular baseada em células cilíndricas, o conjunto combina alta densidade energética, robustez e facilidade de manutenção. Na prática, isso se traduz em maior autonomia, desempenho consistente e eficiência operacional — atributos decisivos para aplicações de uso intensivo, como o transporte urbano.
Outro ponto de destaque é a durabilidade. Com vida útil que pode chegar a até 4.000 ciclos de recarga, o equivalente a cerca de uma década de operação, o sistema reforça a viabilidade econômica da eletrificação. Além disso, a possibilidade de reparo e substituição de módulos reduz custos e amplia o ciclo de vida do produto, alinhando-se a uma lógica mais sustentável.
A BorgWarner também avança em soluções complementares, como sistemas compactos de alta densidade e baterias com tecnologia LFP (fosfato de ferro-lítio), desenvolvidas em parceria com a FinDreams Battery. Essas alternativas ampliam o leque de aplicações, oferecendo maior flexibilidade, competitividade de custos e desempenho em recargas rápidas.
“Mais do que fornecer tecnologia, a empresa contribui diretamente para o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. Ao produzir localmente, fomenta a qualificação de mão de obra, reduz a dependência externa e cria um ambiente mais favorável à expansão da mobilidade elétrica no país”, sustenta Marcelo Rezende, Diretor de Sistemas de Baterias da BorgWarner no Brasil, lembrando que a empresa é referência global no desenvolvimento e fornecimento de sistemas de baterias seguros, modulares e de alto desempenho.
Em um cenário em que eficiência energética, sustentabilidade e inovação caminham lado a lado, a BorgWarner mostra que o futuro da mobilidade já está em operação — e, cada vez mais, com DNA brasileiro.