Metalúrgicos da unidade da Bosch em Curitiba, PR, realizaram na tarde da quarta-feira, 11, protesto em frente à fábrica. De acordo com o SMC, Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, em comunicado, a manifestação ocorreu contra “o assédio moral, as demissões arbitrárias e os ataques sistemáticos contra a liberdade de organização dos trabalhadores”.
O SMC alega que um metalúrgico foi demitido no início do mês por suas atividades como delegado sindical, cargo para o qual foi eleito em maio de 2014.
Procurada, a Bosch declarou, também em nota, que “apesar da retração do mercado nacional [a empresa] tem conseguido equilibrar parte da ocupação de sua unidade de negócios em Curitiba por meio dos mercados de exportação e de reposição. E, por isso, a variação no seu quadro de colaboradores está dentro dos níveis normais e de acordo para atender às demandas de seus clientes. A empresa repudia e não compactua com qualquer forma de perseguição a seus colaboradores. A Bosch esclarece ainda que preza pela saúde e bem estar de seus colaboradores em seus ambientes de trabalho”.
No ABCD – Outras mobilizações sindicais ocorreram no ABCD paulista nos últimos dias. Na Affi¬nia, Dana e Melling, em Diadema, houve paralisação por duas horas na manhã da quinta-feira, dia 5, em protesto contra a demissão de duas metalúrgicas na Melling. No mesmo dia, trabalhadores na Dura Automotive, em Rio Grande da Serra, aprovaram em assembleia acordo para teto do banco de horas, que não poderá ultrapassar 120. E nessa semana acontecem eleições para representantes da Cipa na Arteb e na Kostal, em São Bernardo do Campo.
Na terça-feira, 11, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou comunicado elogiando o novo acordo automotivo do Brasil com o México, assinado na segunda-feira, 9, e que manteve o sistema de cotas no comércio bilateral por mais quatro anos. “O México tem uma legisla¬ção própria com condições especiais para produzir car¬ros apenas para exportação. Com isso, há uma desvantagem enorme para qualquer país da América La¬tina e até mesmo da América do Norte. O México é a China das Américas”, afirmou na nota o presidente do sindicato, Rafael Marques. “Sempre defendemos a manuten-ção das cotas.”
Os metalúrgicos também consideraram positiva a regra de conteúdo regional de autopeças, prevista no novo acordo: “As peças mexicanas serão rastreadas e isso impede que o veículo seja montado no México com peças produzidas na China”.
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