A Abimaq estima que o setor de máquinas e equipamentos encerre este ano em baixa de dois dígitos no faturamento, ainda que não revele números específicos. De acordo com dados revelados pela associação na quarta-feira, 24, no acumulado de janeiro a maio o resultado é negativo em 3,4% ante 2014, para R$ 56,4 bilhões. Mas no período anualizado a retração é de 11,2%.
Em maio a receita total, somando o mercado interno e as exportações, chegou a R$ 11 bilhões, queda de 4,3% ante mesmo mês de 2014 e de 7,4% comparada a abril.
A balança comercial aponta no acumulado dos cinco primeiros meses do ano déficit de R$ 5,4 bilhões, baixa de 14,2% ante maio de 2014 e de 20% ante abril. Isso porque no ano as exportações caíram 20,2% enquanto as importações viram redução de 18%.
Apesar da baixa a América Latina ganhou relevância nas exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, segundo a Abimaq: até maio representa 43% do destino dos embarques. Os Estados Unidos assumiram o segundo posto com 21,3%, ultrapassando a Europa, com 18,9%.
Já nas importações a China perdeu neste 2015, pela primeira vez em dez anos, relevância no mercado brasileiro: considerando a participação em dólares no total importado, viu sua fatia encolher de 16,8% em 2014 para os atuais 16,1%. Os Estados Unidos lideram a lista com 20,8%, com Alemanha em terceiro lugar, 14,6%, e Itália, 9,3%.
Por sua vez o total empregado pelo segmento em maio cai 1% ante abril, para 346,9 mil pessoas. Pelos cálculos da Abimaq nos últimos doze meses o volume de empregos caiu 4,8%, o que equivale ao corte de 23,5 mil postos de trabalho.
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