O mercado de caminhões alcançará até dezembro volume de vendas semelhante ao apurado de janeiro a julho do ano passado – em torno de 77 mil unidades. Essa foi a projeção divulgada por Luiz Moan, presidente da Anfavea, na coletiva à imprensa de quinta-feira, 6, quando foram divulgados os resultados de julho e do acumulado do ano.

“Teremos um ano de sete meses”, afirmou Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da associação que representa as montadoras. De janeiro a julho deste ano foram comercializados 43,8 mil caminhões, volume 43,1% inferior ao do mesmo período do ano passado. “O setor ainda passa por um momento bem difícil”.
Em julho foram vendidos 6 mil 497 caminhões, o segundo melhor volume para o ano – só ficou abaixo de janeiro, quando foram emplacadas 7 mil 675 unidades. Mesmo assim o resultado ficou 47,6% inferior ao do mesmo mês de 2014.

A produção também sofre. Em julho saíram das linhas de montagem 6,6 mil caminhões, volume 25% superior a junho e 46,4% inferior do mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano foram produzidas 48,3 mil unidades, queda de 45,4% com relação aos primeiros sete meses do ano passado.
“A produção acompanha o mercado interno, com as montadoras ajustando seus níveis de estoque para não afetar tanto o capital de giro das fábricas e das concessionárias. É uma redução drástica, para ajustar ao tamanho do mercado”.
Dados positivos são encontrados nas exportações. Nos primeiros sete meses foram enviados ao Exterior 12 mil caminhões, crescimento de 12,2% sobre o resultado de igual período de 2014. Em julho os embarques alcançaram 1,7 mil unidades, queda de 10,4% sobre junho, mas 31,7% acima do exportado em julho de 2014.

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