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08/09/2015

Máquinas: mercado interno volta a cair em julho.

Por George Guimarães

- 08/09/2015

Depois de uma leve reação em junho, com elevação de quase 7% sobre o mês anterior, o segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias recuou novamente em julho. No mês, indica levantamento da Anfavea divulgado na quinta-feira, 6, foram negociadas 4 mil unidades, 37,5% a menos do que um ano antes e  9,1% abaixo do apurado no mês anterior. No acumulado dos primeiros sete meses a queda nos negócios chegou a 27,2% na comparação com igual período do ano passado.

Para Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea, o resultado mensal inferior ao de junho não indica necessariamente um cenário de quedas ainda mais expressivas ao longo do ano. A dirigente admite até mesmo uma média igual ou até um tanto melhor nos últimos cinco meses de 2015, suficiente até mesmo para diminuir o recuo apurado de janeiro a julho. 

“Ainda dá para acreditar em um mercado anual só 20% inferior ao de 2014”, afirmou, enfatizando a própria ironia para acrescentar que a indústria ainda persegue a projeção inicial para o ano.

Esse degrau abaixo do mercado de julho não surpreendeu, segundo a vice-presidente da Anfavea.  Afinal o setor se ressentiria de alguma escassez de crédito em especial na primeira quinzena, período de transição do Plano-Safra 2014/2105 para o 2015/2016. “O BNDES voltou a operar suas linhas somente na metade do mês”, lembrou Andrade.

O Plano-Safra 2015/2016 foi anunciado ainda no transcorrer de junho com recursos da ordem de R$ 187 bilhões, 20% a mais do que no ano passado, embora com taxa média maior, de 8,75% ao ano.

Mas preocupante, para ela, é a seguida queda no índice de confiança do agricultor, que chegou a 82,8 pontos no segundo trimestre do ano – no encerramento de 2014 era de 104,4 pontos.

Com um mercado interno 27% menor no acumulado do  ano a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias não poderia seguir ritmo nada diferente, até mesmo porque as exportações de 6,2 mil unidades em sete meses – 843 delas em julho – também não ajudam muito: foram 21,3% menores do que de janeiro a julho de 2014.

Em julho foram fabricadas 5 mil 119 máquinas, 41,6% a mais do que no mês anterior. A grande variação positiva, no entanto, se justifica somente pela base comparativa fraca, já que em junho muitas empresas mantiveram suas linhas paradas em função de férias. De qualquer forma, foi o terceiro melhor mês do ano e atenuou o decréscimo acumulado, agora de 27,7%. 

Os tratores de rodas, segmento de maior volume de produção, somaram 4,2 mil unidades fabricadas em julho, 49,3% a mais do que no mês anterior, mas 41,4 % a menos do que no mesmo mês do ano passado.   


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