A produção brasileira de pneus segue trajetória oposta à indústria automotiva. De janeiro a julho as fabricantes produziram 41,5 milhões de unidades, crescimento de 2,6% sobre o resultado dos primeiros sete meses do ano passado – aumento, em volume, de mais de 1 milhão de pneus.
O índice cresceu com relação ao semestre, que registrou alta de 2% na produção de pneus. Em comunicado a Anip, associação que representa as fabricantes de pneus brasileiras, lamenta a perda de rentabilidade do negócio, provocada pela menor demanda por pneus de carga, que possuem maior valor agregado.
As vendas internas fecharam o período com leve retração de 0,6%, para pouco mais de 43 milhões de pneus. As entregas de produtos originais passaram de 11 milhões no ano passado para 8,8 milhões de unidades de janeiro a julho, queda de 19,7%.
O segmento de veículos de passeio impede que a queda nas vendas de pneus seja maior. Nos primeiros sete meses do ano acumulou crescimento de 6,2%, para 22,2 milhões de unidades, enquanto quase todos os outros fecharam em redução – 18,5% nos pneus de carga, 3,4% nos de camionetas, 4,9% nos de duas rodas, 10,9% no segmento agrícola e 16,7% de retração no OTR.
As vendas de pneus industriais foram outra exceção, com avanço de 10,8%, para 1,4 milhão de unidades.
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