O Grupo Volkswagen promoverá uma profunda revisão de seu plano global de investimentos, sendo que diversos deles serão cancelados ou adiados como um dos primeiros resultados práticos da fraude dos motores diesel promovida pela companhia.
A informação foi revelada pelo novo CEO global do Grupo, Matthias Müller, durante discurso em encontro de funcionários em Wolfsburg, na Alemanha, na terça-feira, 6.
“Ainda não é possível, neste momento, quantificar as implicações comerciais e financeiras [geradas pela fraude dos motores diesel]. Mas temos que agir rapidamente e, por isso, demos início a uma revisão crítica de todos os investimentos planejados. Tudo o que não for absolutamente necessário será cancelado ou postergado.”
A razão para tal decisão é simples e direta, indicou o CEO: “Precisamos fazer toda economia possível para lidar com as consequências desta crise”.
O atual ciclo de investimentos da montadora no Brasil, para o período de 2014 a 2018, é de € 3,6 bilhões.
O executivo ainda deixou mais clara a gravidade da situação ao alertar os funcionários que o ouviam: “Para ser sincero, este não será um processo indolor”.
Ele acrescentou que as soluções técnicas para corrigir a fraude aplicada nos motores diesel de automóveis vendidos pelo Grupo no mundo todo – que indicam índices de emissão de poluentes dentro dos limites toleráveis apenas durante testes, sendo muito mais elevados no uso comum – são “iminentes”.
De acordo com Müller “em muitos casos uma atualização no software será suficiente [para eliminar o sistema que promove a fraude nas inspeções]. Em outros, entretanto, será necessária também uma modificação no hardware”.
Em seu discurso, acrescentou não ter ainda respostas a diversos dos questionamentos envolvendo o caso. Aos funcionários, disse: “Acreditem: assim como vocês, estou impaciente [pelas respostas]. Mas nesta situação, na qual lidamos com quatro marcas e muitos modelos, cuidado é ainda mais importante do que velocidade”.
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