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04/12/2015

Fraude dos motores da VW ultrapassa barreira do diesel

Por Redação AutoData

- 04/12/2015

O escândalo envolvendo a fraude dos motores Volkswagen ganhou um novo e importante capítulo na terça-feira, 3. A fabricante afirmou, por meio de comunicado, que cerca de 800 mil veículos podem ter “irregularidades” nos níveis de emissão de CO2 perante os indicados.

O texto afirma que o caso foi descoberto durante as investigações internas sobre a fraude dos motores diesel. A fabricante não especificou quais seriam estes modelos e em quais mercados foram vendidos – indicou, apenas, que são modelos do Grupo Volkswagen. O mais importante, entretanto, é que no texto a montadora revela que “a maior parte dos veículos envolvidos utilizam motores diesel” – ou seja: pela primeira vez o caso envolve motores além daqueles que utilizam este combustível, o que altera em muito o cenário do caso, mesmo que o volume principal desta nova fraude seja de veículos a diesel.

O Grupo VW informou ainda que estima, devido a esta nova descoberta, prejuízo de € 2 bilhões, que se somam aos pelo menos € 6,8 bilhões já separados para cobrir as multas do caso original do software que frauda os testes de emissão.

Não ficou claro no comunicado se este caso também está associado diretamente ao software ou se há algum outro tipo de alteração que permitisse a estes modelos obterem certificação mesmo emitindo mais CO2 que o permitido. A VW informou que sua diretoria “imediatamente entrou em contato com as autoridades responsáveis para tratar das consequências desta descoberta”.

Em um segundo comunicado a diretoria da empresa considerou estar “profundamente preocupada” com a descoberta e anunciou que informações mais completas serão divulgadas em breve.

Além disso a pressão sobre o novo CEO, Mathias Muller, aumentou diante de denúncia do órgão estadunidense EPA – que originou o estopim da crise – de que também modelos da Porsche estão envolvidos na fraude do software do diesel. Até agora o Grupo admitiu que veículos VW, Audi, Skoda e Seat, sempre de menor litragem, estavam envolvidos no escândalo. O executivo, que assumiu o posto com a renúncia de Martin Winterkorn, no final de setembro, até então era o CEO da Porsche, marca que estava ausente do escândalo por utilizar apenas motores maiores, ainda que movidos a diesel, segundo informações da agência Reuters.


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