A indústria automobilística brasileira encerrou novembro com exportações acumuladas de 369,4 mil veículos, alta de 18,9% em relação às 310,8 mil embarcadas no mesmo período do ano passado. O volume deste ano já supera o registrado nos doze meses de 2014, quando as vendas externas totalizaram 334,2 mil unidades.
Em novembro, isoladamente, as exportações atingiram 36,4 mil veículos, representando crescimento de 40,3% sobre o mesmo mês do ano passado mas queda de 8,4% em relação a outubro. A receita no mês foi de US$ 860,6 milhões e no acumulado dos onze meses chegou a US$ 9,7 bilhões, desempenho 10,1% inferior ao obtido no mesmo período de 2014, US$ 10,8 bilhões.

Os números foram divulgados na sexta-feira, 4, pelo presidente da Anfavea, Luiz Moan, que atribuiu a queda na receita ao mix de produtos exportados este ano. Enquanto as vendas externas de automóveis cresceram no acumulado 19,2%, totalizando 343 mil unidades ante as 288 mil dos onze meses de 2014, as de máquinas agrícolas caíram 25,4%, baixando de 12,9 mil para 9,6 mil.
Moan ressaltou, ainda, que os valores dos embarques foram se reduzindo ao longo do ano – no primeiro quadrimestre, por exemplo, o decréscimo fora de 19%. “Continuamos trabalhando com o governo brasileiro na busca de novos acordos de livre comércio e no fortalecimento dos negócios com os atuais parceiros. Ainda este mês deveremos concluir mais um acordo.”
O dirigente mais uma vez revelou índices de crescimentos com alguns países que o Brasil mantém negócios na área. Em automóveis houve alta de 6% nas vendas para a Argentina, de 70% para o México, de 73% para o Peru e 74% para o Chile. As vendas de caminhões para os países africanos cresceram 47% e para o Chile 70%.

Com relação à Argentina o presidente da Anfavea destacou que os primeiros pronunciamentos do presidente eleito, Maurício Macri, sinalizam melhorias nos negócios dos dois países. Macri, inclusive, esteve reunido com a presidente Dilma Rousseff na sexta-feira, 4, em Brasília, DF.
“Há sinais claros de que o novo presidente da Argentina deseja incrementar os negócios bilaterais com o Brasil, o que é positivo para a indústria automotiva dos dois países.”

Notícias Relacionadas
Últimas notícias