AutoData - Cronograma da obrigatoriedade do ESC sai ainda este mês
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11/01/2016

Cronograma da obrigatoriedade do ESC sai ainda este mês

Por Alzira Rodrigues

- 11/01/2016

A obrigatoriedade do controle de estabilidade eletrônico nos veículos produzidos e vendidos no Brasil será regulamentada ainda este ano. A informação foi divulgada na quarta-feira, 9, pelo presidente da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Edson Orikassa, revelando que “tudo caminha para os acertos finais do projeto ainda em dezembro”.

Conhecido como ESC, da sigla em inglês Electronic Stability Control, o sistema auxilia na correção da trajetória do carro em casos de manobras de emergência e é considerado por especialistas como a maior inovação em segurança automotiva desde o cinto de segurança. A regulamentação será divulgada pelo Contran, Conselho Nacional de Trânsito, a partir de propostas debatidas pelo governo com a AEA, Anfavea e outras entidades do setor.

De acordo com Orikassa, a incorporação do ESC será gradativa, da mesma forma como aconteceu com os freios ABS e os airbags. “Provavelmente o cronograma será iniciado em 2017 para que as montadoras tenham um ano pela frente para se adequar ao projeto”.

Um dos temas que mais gerou discussão no processo de definição das novas normas é o tempo que durará o processo até que 100% dos veículos aqui produzidos saiam com o ESC. O governo queria três anos, mas a AEA defende um prazo de cinco.

“Lá fora foram dez anos para que todos os carros tivessem controle de estabilidade. A indústria brasileira tem a vantagem de já contar com o desenvolvimento externo, mas nossos carros têm peculiaridades que requerem ajustes locais”, explicou Orikassa, que também é gerente de homologação na Toyota.

Citou com exemplo o Corolla, que em relação ao modelo de fora recebeu novo sistema de suspensão, o que exige o desenvolvimento de um controle de estabilidade específico, com nova calibração. Independentemente da legislação, a nova geração do Corolla, segundo Orikassa, já virá com ESC.

O executivo calcula que dos veículos aqui produzidos apenas de 5% a 10% já incorporam o controle de estabilidade.

Com relação ao custo do ESC informou ser algo na faixa de R$ 1 mil a R$ 2 mil, inferior ao do ABS. A variação envolve vários fatores, como o próprio ABS já utilizado no veículo: “No ABS com quatro canais a colocação do controle de estabilidade é mais simples. Já não é possível no ABS com dois canais”.

As próximas exigências que devem ser adotadas no Brasil na área de segurança é a obrigatoriedade do teste de impacto lateral, que exige reforço da carroceria e airbags, e o sistema de proteção ao pedestre, com suportes para que o capô absorva energia no caso de atropelamento.

O presidente da AEA também falou do Inovar-Auto, comentando que todas as montadoras estão avançando em eficiência energética. Segundo ele, os dados oficiais medidos pela etiquetagem do Inmetro mostram os avanços nessa área.

Com relação ao mercado interno de veículos, Orikassa disse não ver condições de melhorias no curto prazo. “A tendência é piorar. O ano que vem será igual ou pior do que este ano. Acredito que até as próximas eleições presidenciais, em 2018, deveremos ter o mercado retraído.”


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