AutoData - Fiat, Ford e Hyundai-Caoa ajustam a produção de suas fábricas
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15/04/2016

Fiat, Ford e Hyundai-Caoa ajustam a produção de suas fábricas

Por André Barros

- 15/04/2016

Fiat, Ford e Hyundai-Caoa, cada uma à sua maneira, lançaram novos mecanismos para ajustar a produção de suas fábricas à atual realidade de mercado. São as velhas ferramentas conhecidas da indústria, mas ainda indispensáveis para atravessar esse período de demanda mais baixa: adesão ao PPE, lay offs e licenças remuneradas.

Em Betim, MG, a unidade da Fiat terá uma parada técnica de cinco dias – 18, 21, 22, 23 e 24 de março – em três das quatro linhas de produção, onde os trabalhadores ganharão licença. “No período apenas uma linha de produção manterá a operação”, afirmou a companhia em nota. “O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado”.

A Ford suspendeu o contrato de trabalho de cerca de novecentos trabalhadores da fábrica de Camaçari, BA. O lay off começou na segunda-feira, 14, e durará cinco meses, com possibilidade de extensão por igual período. Segundo a companhia, a decisão foi tomada após o fim do prazo de adesão a um PDV – que, nas contas do sindicato dos metalúrgicos local, contou com 440 adesões.

“A Ford está utilizando todas as ferramentas possíveis para tratar do excedente da força de trabalho decorrente do fechamento do turno da noite da unidade de Camaçari”, explicou a empresa em nota.

Na fábrica da Hyundai-Caoa, em Anápolis, GO, os trabalhadores aprovaram em assembleia na segunda-feira, 14, um pacote de medidas que inclui, dentre outras coisas, a adesão ao PPE, Programa de Proteção ao Emprego. De acordo com o sindicato a medida será tomada para cessar as demissões.

“A montadora vai aderir ao PPE por seis meses”, afirmou o sindicato em sua página no Facebook. “Os dias trabalhados serão segunda, terça e quarta-feira. O PPE poderá ser prorrogado por mais seis meses ou ser adiado, conforme a situação de mercado”.

O presidente da associação que representa os trabalhadores, Carlos Albino, comemorou a aprovação do PPE e das outras medidas: reajuste salarial com reposição da inflação – em torno de 12% – a partir de 1º de maio, ou 6% para aqueles com salário superior a R$ 4 mil, um abono salarial de R$ 1 mil para pagamento em dezembro e PLR de R$ 4,5 mil, que será paga em março.


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