
Primeiro degrau na cadeia automotiva, os fabricantes de matérias-primas lamentam a falta de reação do mercado, embora sigam investindo na crença de que os volumes retornarão no médio prazo.
Osmer Nogueira, gerente de vendas automotivo da Arcelor Tubarão, e Letícia Mendonça, senior business manager da unidade de Performance Materials South America da Basf, participaram do painel sobre o segmento no Seminário AutoData Perspectivas 2016, na segunda-feira, 21, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo.
“O ano começou mal, mais fraco do que imaginávamos em dezembro”, disse Mendonça. “Os meses estão bem difíceis e com alta volatilidade. O ciente fica sem ideia do que fazer e nos prejudica, pois temos alguns itens importados. Não há esperança otimista para 2016, talvez uma pequena retomada no ano que vem”.
No Arcelor a situação também segue complicada, embora a demanda da Argentina compense, em parte, a queda no Brasil, de acordo com Nogueira. “Como o preço global do aço está em queda, a exportação não é uma saída. Mas é uma situação de curto prazo e pensamos sempre no longo prazo”.
No longo prazo ambos comentaram que seguirão com os investimentos. Na Arcelor a bola da vez são os aços de alta resistência. “Os clientes demandam materiais mais leves, mais seguros e com o mesmo custo”.
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