A Mahle Metal Leve fechou o ano passado com crescimento de 9% no lucro líquido ajustado, que alcançou R$ 226,9 milhões – incluídos aí os R$ 25,9 milhões referentes à descontinuidade de sua subsidiária Mahle Hirschvogel Forjas, no último trimestre. A margem líquida subiu 0,4 ponto porcentual sobre 2014, fechando o ano passado em 9,3%.
Em comunicado divulgado ao mercado a Mahle creditou o resultado positivo, conquistado em um ano marcado por incertezas políticas e econômicas no mercado brasileiro, aos “reflexos da evolução dos indicadores operacionais e financeiros da companhia, da solidez de seus mecanismos de gestão e processos, e no equilíbrio de suas fontes de receita nos mercados de atuação”.
A fabricante conseguiu compensar a queda nas vendas às montadoras com o aumento nas exportações e a manutenção dos volumes ao segmento de reposição. No ano passado a companhia conseguiu crescer 4,3% sua receita, para R$ 2,4 bilhões – 28,3% no mercado original, 25,4% para reposição e 46,3% para exportações.
Em 2014, quando faturou R$ 2,3 bilhões, 34,9% foram com as vendas para o mercado original, 26,3% para a reposição e 38,8% com exportações.
O fechamento da Mahle Hirschvogel foi justificado pela falta de pedidos dos clientes e baixa perspectiva para o mercado de bielas. “Tal decisão teve por objetivo estancar os resultados negativos que vinham sendo verificados por esta subsidiária e que, portanto, trarão impacto positivo nos próximos períodos da companhia”.
A Mahle, que possui fábricas em Indaiatuba, Mogi Guaçu e São Bernardo do Campo, SP, Itajubá, MG, e em Rafaela, na Argentina, destacou também sua liderança no número de patentes depositadas no segmento automotivo nacional, resultado do constante investimento em pesquisa e desenvolvimento no Centro Tecnológico de Jundiaí.
A companhia não fez projeções para 2016, que será, nas suas palavras, “mais um ano desafiador”.
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