AutoData - Fiat Mobi: jornada dupla.
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16/05/2016

Fiat Mobi: jornada dupla.

Por George Guimarães

- 16/05/2016

O início oficial das vendas será no 16 de abril. Mas desde a quarta-feira, 13, a Fiat comemora, e muito, a chegada do Mobi. O hatch subcompacto  é visto pelos executivos da montadora como esperança de novos tempos para a marca no segmento

Líder do mercado interno há quatorze anos, a Fiat amarga forte declínio de participação nos últimos dois anos. Se em 2014 deteve 21% das vendas, encerrou o ano passado com 17,7% e fechou o primeiro trimestre com 15%.

A puxar esse desempenho negativo estão exatamente os automóveis da marca – não fosse pelos comerciais leves, o tombo seria bem maior.  Em 2013 os Fiat  responderam por exatos 20% dos emplacamentos no Brasil,  em 2015 por 14,9% e no primeiro trimestre de 2016 por  tímidos 12%, com  modelos como Uno e Palio perdendo fôlego diante de recentes lançamentos da concorrência.

Projeto de declarados R$ 1,3 bilhão e produção em Betim, MG, o Mobi, sempre com quatro portas, não chega a inovar como a picape Toro, no mercado há apenas dois meses. A empresa prefere caracterizá-lo com um veículo urbano funcional. Traduzindo: de pequenas dimensões.

O carro é, digamos, um irmão menor do Uno, tem a mesma plataforma  e conta inclusive com o mesmo motor 1.0 flex de quatro cilindros – embora com etiqueta  A do Inmetro, com consumo nada brilhante para seu porte, de 8,4 km/l com etanol na cidade e 11,9 km/l com gasolina. Seu preço, inclusive, não é muito diferente. O Mobi mais barato, batizado de Easy, parte de R$ 31,9 mil, enquando o Uno  Vivace quatro portas custa R$ 32, 3 mil e na configuração de duas portas ainda menos, R$ 30 mil.

Ainda assim Carlos Eugênio Dutra, diretor de produto da FCA,  projeta vendas de cerca de 65 mil unidades do modelo até o fim do ano, ou cerca de 7 mil unidades mensais,  quase o dobro do que o Uno vem conseguindo em 2016 e na mesma batida de desempenho do Palio, cuja versão de entrada, a Fire, com carroceria antiga, responde sozinha por metade das vendas. E sem grande canibalização entre eles, ainda que os preços estejam muito próximos.   

Dutra não se furta a afirmar nem mesmo que a empresa nutre a expectativa de que o Mobi seja o carro mais vendido da marca já em seu primeiro ano nas revendas, com as versões  Easy e Easy On, as mais baratas, respondendo por não mais do que 15% do total negociado. 

As vendas mais expressivas, calcula a montadora,  estarão concentradas sobretudo nas intermediárias  Like e Like On, que custam, respectivamente, R$ 37,9 mil e R$ 42,3 mil. “Esperamos que elas respondam por  55% do total”, revela o executivo, que lembra que há muito poucos opcionais em cada versão. O consumidor que desejar algum conteúdo a mais terá que necessariamente mudar de versão. Além das quatro primeiras,  há ainda Way e Way On,  com pormenores aventureiros e que custam R$ 39,3 mil e R$ 43,8 mil.

Mas a Fiat, é patente, buscou atrelar a novidade da carroceria a preço incial agressivo para chamar consumidores de volta para a marca, ainda que com claro sacrifício do conteúdo. A versão Easy é espartana como há tempos não se via em um lançamento  no País: até  ar quente é item opcional. O consumidor precisará adquirir o pacote Functional para ter, por exemplo, limpador e desembaçador do vidro traseiro e predisposição para rádio, além de acionamento elétrico dos vidros dianteiros e travas elétricas.

A partir de junho o Mobi poderá ser equipado com o Fiat Live On, aplicativo que faz do celular, com sistemas Android ou iOS, a central multimídia do veículo. O usuário fixa o celular no meio do painel e pode controlá-lo por uma tela inicial própria, com atalhos, ou por comandos no volante. Há recursos como Eco Drive, que auxilia para uma condução mais econômica,  e Car Parking, aplicativo que ajuda a lembrar onde o carro foi estacionado, além de informar sobre restrições de trânsito.


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