Após assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na quarta-feira, 17, funcionários da Mercedes-Benz tomaram as ruas de São Bernardo do Campo, SP, em protesto contra as demissões por volta de 2 mil empregados da empresa. De acordo com a entidade, a manifestação reuniu em torno de 7 mil pessoas em passeata pelo centro da cidade.
Após o ato a montadora contatou a direção do sindicato para retomar negociações na tarde de quarta-feira e uma nova assembleia ficou marcada com os funcionários para a manhã de quinta-feira, 18, em frente à fábrica da Mercedes-Benz.
“A empresa agiu de forma unilateral anunciando as demissões e colocando todos em licença remunerada por tempo indeterminado como forma de desmobilizar os trabalhadores”, diz em nota Aroaldo Oliveira da Silva, vice-presidente do sindicato e trabalhador na Mercedes-Benz. “Essa é nossa primeira resposta, estamos mostrando que nos manteremos juntos e organizados para a luta.”
Em comunicado aos funcionários na sexta-feira,12, a Mercedes-Benz informou que concederia licença remunerada a todos os colaboradores da fábrica de São Bernardo do Campo por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, 15, com exceção dos empregados que exercem atividades essenciais, como segurança.
A empresa reiterava que a medida foi tomada devido à acentuada redução das vendas de veículos comerciais nos últimos anos, provocando assim um excedente de mais de 2 mil pessoas na unidade. Em seu posicionamento oficial, a Mercedes-Benz justifica que “apesar de todos os esforços feitos para empresa desde 2014, como a adoção de várias medidas de flexibilidade e diversas oportunidades de desligamentos voluntários para gerenciar esse excesso, só nos resta estender a licença remunerada a todos os colaboradores dessa planta”.
De acordo com o sindicato, parte dos trabalhadores já recebeu telegrama informando a rescisão do contrato de trabalho a partir de setembro, quando expira o período de estabilidade dos trabalhadores na fábrica, garantida pela adesão da Mercedes-Benz ao PPE, terminado em maio e não renovado pela companhia.
A orientação do Sindicato aos trabalhadores foi desconsiderar o telegrama e não comparecer à empresa na data marcada para a recisão. “Vamos continuar insistindo para construir uma alternativa na negociação”, reforçou o dirigente.
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