A MWM Motores Diesel está em vias de iniciar a exportação de peças para a África do Sul, novo mercado conquistado este ano pela empresa, que em breve também receberá motores da subsidiária brasileira. De acordo com o diretor de vendas de motores e de marketing da companhia, Thomas Püschel, em uma primeira fase os pedidos envolvem o segmento fora de estrada. “Mas já estamos batalhando para estender os negócios para outros tipos de veículos”, antecipa o executivo.
Para conquistar clientes na África do Sul a MWM criou rede de dez concessionárias naquele país, já prontas para o atendimento local. A participação da fabricante brasileira no mercado sul-africano se dava até agora apenas por via indireta, ou seja, seus motores e peças seguiam para lá em veículos exportados por montadoras daqui.
As novas concessionárias MWM operarão no mesmo espaço de revendas de caminhão Navistar com atuação na África do Sul. A busca de novos mercados externos faz parte da estratégia da fabricante de motores de compensar ao menos em parte a retração do mercado interno.
“Mesmo em época de mercado interno aquecido nunca abandonamos nossos clientes externos. Com a crise, intensificamos ainda mais a procura de novos mercados e atualmente exportamos para a própria matriz da Navistar, nos Estados Unidos, México, Coreia e países da América do Sul”, comenta Püschel.
As exportações hoje representam 15% do faturamento da empresa – 5 pontos porcentuais a mais do que há dois anos – e a expectativa é encerrar 2016 com alta na faixa de 6% a 10% no total dos embarques. Além de incrementar os negócios externos a MWM investiu nos últimos dois anos em ajustes na área produtiva, transferindo a produção de motores de Canoas, RS, para a fábrica do bairro de Santo Amaro, na capital paulista.
Também desativou o centro de distribuição que mantinha em Canoas, consolidando essas operações em instalações em Jundiaí, SP, com ganhos significativos de produtividade.
O diretor de vendas garante que apesar de todos os problemas vividos nos últimos anos a empresa, hoje, está sólida e preparada para a retomada.
“Acreditamos que haverá crescimento no ano que vem, em torno de 5% a 10% no caso dos caminhões. Alguns clientes estão até um pouco mais otimistas, mas preferimos ser mais conservadores neste momento”, comenta Püschel, informando ainda que a MWM prepara vários lançamentos para 2017 e continua trabalhando firme na área de reposição, fortalecendo a rede de reposição.
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