AutoData - Greve na Scania por tempo indeterminado
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25/10/2016

Greve na Scania por tempo indeterminado

Por Redação AutoData

- 25/10/2016

Enquanto os funcionários da Scania rejeitavam proposta de reajuste salarial da montadora de 5% mais abono e, com isso, paralisaram a produção na terça-feira, 18, por tempo indeterminado, conforme aviso de greve aprovado em assembleia uma semana antes, a maioria dos trabalhadores da fábrica da Volvo, em Curitiba, PR, aprovava proposta da empresa de postergar a data-base para o ano que vem e, com isso, encerrar greve que já seguia por nove dias.

Segundo diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Caramelo, os trabalhadores reivindicam reposição da inflação do período pelo INPC. “Estamos abertos ao diálogo para construir alternativas que atendam às expectativas dos companheiros. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos mobilizados.”

De acordo com comunicado emitido pelo sindicato, o coordenador da representação na Scania, Regis Guedes, revela que os trabalhadores estão orientados a comparecer à fábrica diariamente para definir os próximos passos. Segundo ele, será uma greve estratégica, com paralisações em setores diferentes a cada dia.

Após a entrega do aviso de greve, foram realizadas novas reuniões entre a representação dos trabalhadores e a empresa na última sexta-feira, 14, e no sábado, 15. A negociação teve início em 30 de agosto.

Conforme nota da entidade de classe a proposta rejeitada também garantia a manutenção do nível de emprego por 12 meses, reposição integral da inflação pelo INPC em 2017 e a implantação da escala de adicional de 0,5% no salário para cada mil unidades produzidas acima de 16 mil veículos ao ano até o limite de 20 mil unidades. Mas de acordo com o sindicato, estima-se um volume de produção anual da fábrica de 14 mil caminhões e ônibus para 2016.

O sindicato ainda diz que entre as montadoras da base, apenas a Scania ainda está em negociação de campanha salarial. Nas demais, o reajuste deste ano já está previsto em acordos firmados anteriormente, com validade para mais de um ano.

Em nota a direção da Scania diz lamentar a paralisação, “visto que a greve traz prejuízos para todos os lados”, e ressalta que a “proposta apresentada foi a melhor possível considerando o cenário de queda de volumes que começou em 2014 e agravado, mais recentemente, pelo momento difícil da economia no país”.

De acordo com dados de licenciamentos da Anfavea, no acumulado do ano até setembro, o mercado absorveu quase 3,5 mil caminhões e ônibus da fabricantes, recuo de 16,5% em relação do volume de vendas no mesmo período do ano passado. Na soma total dos mercados de caminhões e ônibus, as 48,1 mil unidades licenciadas no período acusam queda de 30,4% na comparação com o desempenho de um ano antes.

Volvo – Em Curitiba, depois de nove dias de paralisação os operários da fábrica de caminhões e ônibus da empresa retornaram ao trabalho na manhã de terça-feira, 18. Os trabalhadores aceitaram postergar a data-base para o ano que vem, incluindo a reposição da inflação pelo INPC retrativo a setembro de 2016 com aplicação a ser definida em futuras negociações.

Segundo nota do Sindicato dos metalúrgicos da Grande Curitiba, em troca da postergação para o próximo ano, os metalúrgicos receberão um abono líquido de R$ 5 mil e reajuste de 9,62% no vale-alimentação, de R$ 419 para R$ 460. Os dias parados serão compensados com a utilização do banco de horas especial. Durante os nove dias de paralisação deixaram de ser produzidos 490 veículos.


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