Serviços de compartilhamento de veículos é uma tendência crescente em todo o mundo. As próprias montadoras não pretendem perder mais esse filão de seus negócios e têm, elas mesmas, criado mecanismos, algumas por meio de associações, para racionalização do uso de veículos. No Brasil as investidas estão apenas no começo e restritas ainda ao universo de veículos de frota e funcionários das próprias montadoras.
As operações locais da General Motors e Ford foram as primeiras a tirar da gaveta programas do gênero em meados do ano. A primeira de maneira mais intensa, com vários modelos à disposição, enquanto a Ford restringiu as locações inicialmente ao carro médio Focus. Agora, porém, é a vez das marcas de luxo entrar na onda. E a primeira é a Audi.
Em meio à apresentação de seus luxuosos carros no Salão Automóvel de Sâo Paulo, Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil, revelou a criação do Audi Shares, inédita ação dentro da marca em todo o mundo.
O programa começa com uma fase piloto, restrita a funcionários de empresas instaladas no condomínio corporativo WT Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, onde está a sede da montadora no País. Em princípio a empresa deixará à disposição de cerca de 2 mil pessoas cinco modelos para compartilhamento, do carro de entrada A3 Sedan até o esportivo Audi TT.
Diferente do que ainda acontece nos programas de GM e Ford, pelos quais as locações são feitas por dia ou fim de semana, contudo, os interessados podem reservar um Audi até por hora ou dias.
A Audi diz que a ideia no primeiro momento é “avaliar a funcionalidade do serviço e a viabilidade do modelo de compartilhamento no mercado brasileiro”, deixando em aberto, portanto, a possibilidade de expandir o universo de clientes já numa segunda etapa.
“Acreditamos que o serviço de compartilhamento de carros premium pode ser uma boa opção para os consumidores brasileiros. Queremos oferecer uma opção viável para quem quer utilizar um veículo da Audi por um período determinado a um valor acessível”, disse Hofmann, um entusiasta do serviço.
O programa ainda depende de atendimento e reservas via telefone ou até mesmo de forma pessoal no escritório da montadora. Após a assinatura do contrato de utilização, o pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou via paypal. O carro é retirado na hora agendada no estacionamento do condomínio e a devolução será feita no mesmo local.
Os valores, porém, ainda que incluam seguro e combustível, são elevados. Para rodar com um A3 Sedan por uma hora, o usuário desembolsará R$ 45,00 mais R$ 0,70 por quilometro rodado. A conta ficará ainda mais salgada caso a opção seja pelo esportivo Audi TT. Por uma semana, de sexta à tarde a segunda-feira de manhã, custa R$ 990. Não dá para chamar de seu, mas de todo modo é um jeito mais barato de rodar com veículos de luxo.
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