Apesar de ainda ser uma ascensão tímida, a procura por modelos 1.0 voltou a crescer no Brasil. Os chamados populares, que chegaram a responder por mais da metade do mercado de automóveis em 2001, encerraram o ano passado com fatia de 33,8% e chegaram a ter representatividade de apenas 31,4% em setembro passado. A participação subiu para 34,7% em outubro e chegou a 37,2% em novembro, o maior índice desde janeiro do ano passado.
Na avaliação do presidente da Anfavea, Antonio Megale, a chegada de modelos com motor 1.0 3 cilindros contribuiu para a maior demanda por modelos dessa faixa e a tendência é desse movimento se firmar daqui para frente. “Essa nova tecnologia substitui modelos de maior cilindrada com vantagem em desempenho e economia. São produtos que estão sendo muito bem aceitos no mercado e prova dos resultados em eficiência energética obtidos a partir do Inovar-Auto”.
Várias marcas investiram na motorização 1.0 com 3 cilindros a partir de 2014, dentre elas a Hyundai, Volkswagen, Ford, Nissan e, mais recentemente, a Fiat. A oferta crescente de modelos do gênero no período – up!, novo Ka, novo March e Mobi, todos com modernos motores de três cilindros – parece que agora começa a refletir no volume de vendas.
Enquanto o número de automóveis emplacados no País subiu 12% em novembro sobre outubro, passando de 131,4 mil para 147,4 mil unidades, as vendas de modelos 1.0 cresceram 20,2%, saltando de 45,6 mil para 54,8 mil unidades.
No acumulado do ano, a participação dos modelos 1.0 está em 33,6%, bem próxima dos 33,8% registrados na média de 2015. Do total de 1,5 milhão de automóveis vendidos nos primeiros onze meses deste ano, 506,7 mil foram de modelos com motorização 1.0, que contam com o benefício de um IPI menor, o que em tese reduz seu preço final.
É certo que dificilmente os modelos 1.0 voltarão a ter a representatividade de 15 anos atrás, até porque o perfil do mercado brasileiro vem mudando e o segmento de SUVs, que não conta com opções desse tipo de motor, registra participação crescente. Mas como admitiu o próprio presidente da Anfavea, a tendência é a de haver crescimento da procura pelos automóveis com motor 1.0 a partir de agora. É esperar para ver qual o fôlego de retomada desse segmento, que mesmo perdendo espaço ao longo dos últimos anos ainda responde por mais de um terço do mercado brasileiro. Um índice nada desprezível.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias