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11/01/2017

Produção argentina encerra o ano com queda de 10%

Por Redação AutoData

- 11/01/2017

Apesar dos recuos registrados no encerramento do ano, dezembro se mostrou um mês animador para o setor automotivo argentino. Com vinte dias úteis as fabricantes instaladas no país produziram 40.087, volume 14,6% menor na comparação com novembro, mas 27,3% superior em relação às 31.485 unidades produzidas em dezembro de 2015.

Desta maneira, no acumulado do ano de janeiro a dezembro, saíram das linhas de montagem argentinas 472.776 unidades, queda de 10,2% em relação às 526.657 unidades fabricantes no mesmo período de 2015.

Para o setor automotivo argentino, dezembro passado marca crescimento nas exportações locais, apesar do fraco desempenho do mercado brasileiro. No último mês de 2016 as fabricantes embarcaram 18.802 veículos, volume 12,7% inferior ao de novembro, mas 71,8% superior se comparado às 10.944 unidades exportadas em dezembro de 2015.

No acumulado do ano a indústria automotiva argentina registrou queda de 20,8% nas exportações. De janeiro a dezembro do ano passado foram enviados a outros países 190.008 veículos contra 240.015 embarcados um ano antes.

Por fim, as vendas para a rede em dezembro somaram 72.003, crescimento de 15,4% em relação aos negócios de novembro e de 108,7% sobre o desempenho registrado no mesmo mês de 2015, quando as concessionárias argentinas receberam 34.508 unidades.

Ao longo de 2016 foram entregues à rede 721.411 unidades, alta de 20,9% na comparação com as 587.109 unidades negociadas no mesmo período de 2015.

“Encerramos um ano intenso, marcado por uma transição na qual pudemos avançar e trabalhar em conjunto com as novas autoridades na introdução de medidas econômicas e administrativas que marcaram a agenda do setor, além de permitir corrigir algumas distorções e limitações na operação da indústria automotiva”, destacou em nota Luis Ureta Sáenz Peña, presidente da Adefa.

O dirigente ainda lembrou que embora o setor automotivo tenha surpreendido nos últimos dois meses, “A melhora não permitiu interromper a queda na produção ao longo do ano, reflexo e reposta de nossa indústria frente a acentuada queda da demanda do mercado brasileiro. Esse antecedente nos apresenta novos desafios frente a 2017 e nos leva a redobrar nossos esforços em trabalhar em medidas estruturais que nos permitam recuperar o caminho do crescimento sustentável.”


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