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20/01/2017

Cooper Standard estuda construir duas fábricas no Brasil

Por George Guimarães

- 20/01/2017

Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul , assumiu o cargo em meados de 2015 e já tem boas notícias da operação, que vem perdendo dinheiro na região desde 2014: a empresa voltou a conquistar novos contratos de fornecimento com as montadoras no Brasil e, já projeta o executivo, poderá voltar ao lucro no ano que vem. Mais ainda: até o fim da década a fabricante de sistemas de vedação e de linhas de fluídos e combustível poderá ter duas novas fábricas aqui.

Para bater o martelo definitivamente sobre essas duas novas unidades, porém, a Cooper Standard aguarda ainda sinalização mais consistente de um mercado automotivo interno em recuperação e o próprio crescimento da carteira de pedidos.

Certo, por enquanto, é que as novas unidades deverão ser erguidas no Nordeste e no Sul. A primeira, pelo tom adotado pelo executivo, deve mesmo sair do papel. Até porque o próprio Kneissler já relatou à operação europeia, para quem se reporta, que não acredita em produção e vendas de veículos de passeio menores em 2017. “A ideia é estarmos próximos dos clientes”, deixa escapar Kneissler, que prefere ainda não especificar quais os estados abrigariam as duas plantas.

Hoje a empresa conta com três unidades produtivas em Atibaia, SP, Varginha, MG, e Camaçari, BA – dentro do complexo da Ford –, nas quais congrega perto de 1,5 mil funcionários. Poderia ter uma terceira planta em vias de operação não fosse a desistência da Ford de fazer aqui o Projeto B500, modelo que substituiria o Fiesta e cujo projeto acabou engavetado.

O carro, desenvolvido em conjunto com o braço chinês da Ford, responderia por mais de 50% da produção da planta que seria erguida também em Atibaia e que demandaria R$ 20 milhões em investimento. Restou apenas o galpão, hoje ainda vazio.

Ainda assim o cenário da Cooper Standard em 2017 é muito diferente daquele encontrado por Kneissler em meados de 2015. Por problemas de qualidade, como reconhece o executivo, a empresa não fechava novos contratos de fornecimento desde 2014. “Fizemos um trabalho intenso para revertemos essas deficiências, reforçando nossas equipes responsáveis pela qualidade, e voltamos a conquistar novos fornecimentos já no transcorrer do ano passado.”

A operação sul-americana também aproveita o bom momento do conglomerado mundial. Com sede nos Estados unidos, a Cooper Standard, empresa de capital aberto, faturou perto de US$ 4 bilhões nos 29 países em que atua com 29 mil funcionários. O preço de sua ação em bolsa passou de US$ 45 para US$ 110 nos últimos dezoito meses.

E todos esses números podem ser ainda melhores no curto prazo. Kneissler revela que na matriz em Dearborn, Michigan, já são encaminhadas, em estágio avançado, tratativas para aquisição mundial de “empresa concorrente”.

No Brasil a companhia fornece vedações e sistemas metálicos de fluídos e freios para todas as montadoras, com exceção da Hyundai, que “trouxe fornecedor de fora” para abastecer de produtos semelhantes a fábrica de Piracicaba, SP. Kneissler diz ter a integridade do fornecimento na Toyota, 80% na Honda e 100% para o Chevrolet Onix, líder de vendas no mercado interno. “Estamos em um bom caminho.”

As exportações têm tímida participação na operação brasileira. Apenas perto de 15% da receita vêm de embarques, sobretudo para Argentina e Colômbia, que recebem, a exemplo do mercado nacional, sobretudo produtos como guarnições de porta e porta-malas e tubos de freio e combustível. Os produtos de borrachas respondem por 75% da receita das operações no Brasil.


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