As fabricantes brasileiras de carrocerias de ônibus tiveram, em 2016, o pior nível de produção dos anos 2000. O setor montou 14 mil 111 unidades, de acordo com levantamento, realizado anualmente e desde 1971, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus). O número é inferior à maioria dos registrados nos anos 90, quando a atividade oscilou de 12 mil – em três exercícios – a 19 mil unidades.
O resultado do ano passado ficou 18% abaixo de 2015, quando os fabricantes produziram 17 mil 157 unidades. É o quinto balanço seguido com variação negativa, considerando o ano de 2011, quando o setor atingiu o auge de produção, com 35 mil 531 carrocerias. A diferença entre os dois limites é de quase 60%, ou seja, 21 mil 420 unidades.
Em 2016, o setor exportou 4 mil 242 ônibus, representando 30% da produção, em alta de 11%. Desde 2009, as indústrias não conseguem avançar muito além destes embarques. No início dos anos 2000 até 2008, os números oscilaram na média de 6 mil, chegando ao auge de quase 8 mil em 2005 e 2004.
Para 2017, o setor projeta uma leve retomada, apesar de o quadro de incertezas políticas ainda impedir otimismo mais consistente. Um dos avanços é o projeto do governo federal para estimular a compra de 9 mil veículos urbanos por meio da liberação de R$ 3 bilhões em financiamentos pela Caixa Federal. As indústrias também esperam que as operadoras do transporte rodoviário interestadual e internacional invistam na compra de 2,5 mil unidades em razão das alterações nas regras de exploração das linhas, agora na forma de regime de autorização e não mais de concessão.
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