AutoData - Grupo CCR investirá R$ 4,5 bilhões este ano
news
10/03/2017

Grupo CCR investirá R$ 4,5 bilhões este ano

Por Bruno de Oliveira

- 10/03/2017

A CCR investirá R$ 4,5 bilhões este ano. Esse valor pode ser direcionado ao PPI, Programa de Parcerias de Investimentos, o pacote de concessões em infraestrutura anunciado pelo governo na segunda-feira, 6. As obras devem consumir investimentos da ordem de R$ 45 bilhões no País, em 55 projetos: aeroportos, portos, rodovias, ferrovias, petróleo e gás, mineração, energia e saneamento.

Desses projetos a CCR tem interesse no aeroporto de Salvador e no trecho das BRs-364/365, de Goiás a Minas Gerais, apontou em off the record um analista do mercado consultado pela reportagem. Segundo a fonte “o aeroporto de Salvador possui sinergia com as obras do metrô da cidade, já outorgado à CCR. O trecho de Minas e Goiás, por sua vez, complementa o portfólio da empresa na Região Sudeste”.

Flávia Godoy, gerente de relações com investidores da CCR, disse que a empresa estuda todas as possibilidades. Ela afirmou que a companhia, no entanto, “só participará dos leilões se as condições sejam atrativas e consigam ser revertidas em valor ao negócio”. A executiva disse, também, que a entrada nos leilões se dará “em cima da hora”, evitando adiantar os planos da empresa.

Em 2016 foram investidos pela empresa R$ 4 bilhões, volume destinado, respectivamente, à construção do terminal 2 do aeroporto de Confins, em Minas Gerais, às obras no Metrô Bahia, em Salvador, e a melhorias em trechos da MSVia, da RodoNorte e da AutoBan.

No ano passado a CCR faturou R$ 6,7 bilhões, 9,8% a mais do que no ano anterior. O resultado, segundo o analista consultado, traz segurança para a empresa financiar os seus investimentos este ano. O lucro líquido em 2016 foi R$ 1,7 bilhão, alta de 96%.

Outra pista de que a empresa se prepara para o PPI, segundo o analista, foi sua desistência dos leilões das rodovias do Centro-Oeste paulista, que liga Florínea à Igarapava, e a rodovia dos Calçados, que liga Iporanga a Franca. Uma vez fora do leilão a empresa se concentra exclusivamente nas concessões do governo federal. Sobre o assunto, disse Flávia Godoy que “a companhia não achou o investimento viável porque verificamos uma projeção de crescimento maior do que a do governo, e isso tornou inviável a nossa participação”.


Whatsapp Logo