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03/04/2017

Porsche está de olho no pós-venda com CD próprio

Por Ana Paula Machado

- 03/04/2017

Um ano e oito meses depois de assumir sua própria operação comercial no Brasil a Porsche escolheu São Paulo para abrigar seu primeiro CD, centro de distribuição de peças, na América Latina. Agora a empresa visa a melhorar o tempo de atendimento de seus exigentes clientes, que precisavam esperar até quinze dias desde o pedido da concessionária para o CD global na Alemanha. Com a capacidade inicial de armazenagem de 7 mil posições de paletes o abastecimento da rede é realizado, agora, em um dia a, no máximo, sete.

O objetivo da companhia é aumentar seu novo CD para 12 mil posições até 2019.

Diego Lopez, diretor de pós-venda da Porsche e responsável pela operação do CD, disse que terá em estoque, até o fim do ano, 90% das peças solicitadas pelos concessionários.

“Essa estrutura permitirá diminuir o preço das peças para nosso cliente e reduzir bastante o seu tempo de espera. Sempre digo: sem um pós-venda eficiente, não há venda.”

Ele não dimensionou a redução do preço das manutenções com a nova estrutura.

A Porsche tem, atualmente, nove concessionárias no País. Matthias Brück, seu presidente no Brasil, disse que o CD foi projetado para o atendimento exclusivo do mercado interno: “Apesar de ser o primeiro na América Latina os outros mercados da região continuarão sendo abastecidos pelo CD de Miami”.

Hoje a empresa opera doze centros no mundo.

O CD brasileiro está localizado em armazém de 3 mil m2 operado em parceria com a Kühne & Nagel. Já a logística de importação e entrada no País é feita em sinergia com a Schenker, e a logística de saída pela TKL. As peças, segundo Diego Lopez, vêm do centro de distribuição de Sachsenheim, Alemanha. Veja este vídeo do armazém.

Todo o gerenciamento logístico, aliás, é feito pela matriz. De lá as encomendas vão para o aeroporto de Frankfurt, ou para o porto de Hamburgo, dependendo da urgência do atendimento. O embarque no Brasil acontece ou no aeroporto de Viracopos, em Campinas, SP, ou no porto de Santos, SP. Ao chegar ao País as peças são transportadas por caminhão até o CD – de dois a três caminhões por dia: “Todo esse processo tem que ser dinâmico e eficiente”.

Dedicação – A razão para o CD ser projetado para atender somente ao mercado brasileiro é que, segundo a companhia, as vendas da Porsche vêm crescendo a taxas expressivas. No ano passado foram comercializadas no Brasil 1 mil unidades, aumento de 38% com relação a 2015. No primeiro bimestre a elevação foi de 25% nos licenciamentos, chegando a 132 veículos.

Matthias Brück disse que a companhia estruturou o CD já de olho na expansão da rede projetada para até 2019:

“Estamos avaliando com nossos parceiros o aumento do número de lojas no País. Queremos crescer de forma saudável e estruturada, até porque somos marca de nicho e não de volume”.

Ele não informou a quantidade de revendas que pretende abrir no Brasil nos próximos dois anos.


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