O presidente executivo da FCA, Fiat Chrysler Automobile, Sergio Marchionne, colocou em segundo plano a sua busca por fusão ou incorporação da empresa. Ele disse que a FCA não está em condições de firmar acordos e que se empenharia, agora, no desenvolvimento de seu plano de negócios. De acordo com informações de América Economia Marchionne afirmou que o seu objetivo principal é eliminar as dívidas da empresa antes de se aposentar, em 2019.
Respondendo a perguntas de investidores em Amsterdã, Holanda, ele admitiu que não há negociações em curso para uma possível fusão com a Volkswagen, um acordo que já considerara, no passado, ser uma “possibilidade”.
“Sobre a Volkswagen, sobre a pergunta se há discussões em curso, a resposta é não. Tenho muito respeito pela Volkswagen e creio que não estamos em posição de discutir nenhuma aliança. O nosso foco principal dentro da Fiat Chrysler está na execução do nosso plano”.
Ele insistiu: “Precisamos ter muito cuidado para não adotarmos sonhos irrealistas sobre a consolidação. Estamos a caminho de alcançar resultados historicamente importantes e de saldar as nossas dívidas”.
Marchionne, de 64 anos, tem sido um defensor da consolidação industrial há muito tempo, argumentando que particularmente a indústria automobilística desperdiça dinheiro desenvolvendo a mesma tecnologia. Desde que a General Motors rejeitou sua proposta de fusão, dois anos atrás, o excutivo tem procurado eliminar a dívida da FCA.
Mesmo afirmando que a fusão com algum concorrente não é o seu foco atual, Marchionne busca acordos de cooperação para os investimentos em tecnologia e, assim, reduzir custos. A FCA, a primeira grande montadora com parceria com o Google para o desenvolvimento do carro autônomo, continua a discutir a expansão do projeto e pode anunciar uma nova parceria tecnológica até o fim do ano, ele afirmou.
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