A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, e presidentes de empresas fabricantes de veículos no Brasil, se reuniram na terça-feira, 25, com o presidente da República para apresentar seu plano para o setor. Participaram, também, os ministros da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e representantes de outros ministérios.
A direção da entidade expôs a criticidade da conjuntura setorial, que registra índices elevados de ociosidade nas fábricas, e apresentou o plano Agenda Automotiva Brasil, sua visão sobre os pilares necessários para o desenvolvimento sustentável de longo prazo. O objetivo é preparar o setor automotivo brasileiro para competir no mercado global, considerando as rápidas transformações que a indústria enfrenta no mundo todo. Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, trabalhar com um horizonte até 2030 é fundamental para o planejamento das empresas:
“Estabelecer um programa com prazo superior a dez anos representa um grande avanço para a indústria e para o Brasil, pois dará previsibilidade ao planejamento e investimento das empresas. Com a formação dos grupos de trabalho, compostos por representantes de vários ministérios e com participação da iniciativa privada, temos a expectativa de que todos os pontos avancem rapidamente e as regulamentações estejam concluídas até o fim deste ano”.
Os pilares do programa proposto pela Anfavea envolvem a recuperação da base de fornecedores, localização de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, eficiência energética – que considerará as características do etanol como combustível limpo –, segurança veicular, inspeção técnica veicular, resolução de entraves logísticos, relações trabalhistas e tributação.
De acordo com Megale a mobilidade está se transformando muito rapidamente no mundo e os consumidores, cada vez mais exigentes, anseiam por novas tecnologias, evolução da segurança e redução das emissões: “Com o fim do Inovar-Auto e com as lições apreendidas, temos a oportunidade única de desenvolver um novo regime automotivo de longo prazo atento a estas transformações e que fortaleça toda a cadeia produtiva para competir no mercado global”.
A cadeia automotiva é uma das mais extensas da indústria brasileira. É responsável por 22% do PIB Industrial e por 4% do PIB total, emprega direta e indiretamente 1,6 milhão de pessoas e gera R$ 40 bilhões de tributos diretos sobre veículos. Os últimos meses do ano serão destinados às regulamentações necessárias para que tudo esteja em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem.
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