As alegações envolvendo o presidente Michel Temer podem prejudicar a perspectiva de crédito do Brasil. Duas das maiores agências de classificação de risco, Moody´s e a Fitch, avaliaram que os escândalos políticos ameaçam a recuperação da economia do País.
Segundo relatório da Moody´s as reformas, propostas pelo Governo, “que são críticas para a melhora da força fiscal do país, provavelmente serão interrompidas.” Tramitam no Congresso propostas para reformas da Previdência e Trabalhista.
A Moddy´s ressaltou que ainda é muito cedo para avaliar os desdobramentos das revelações. No entanto, a visão sobre o que pode ameaçar a perspectiva estável do rating Ba2 continua sendo a mesma quando revisou de negativa para estável a nota do Brasil, em março de 2017:
“Um ressurgimento da desarticulação política e, ainda, a interrupção do momento favorável às reformas que ameace a implementação das reformas fiscais e o cumprimento do teto dos gastos públicos, especialmente atrasos na aprovação da reforma da previdência, exercerão pressão negativa sobre os ratings”.
Já a Fitch reafirmou os ratings de longo prazo do Brasil em BB, em moedas estrangeira e local. A perspectiva dos ratings é negativa. Segundo a Fitch a classificação de risco do País é “limitado pela fraqueza estrutural de suas finanças públicas e pelos episódios repetidos de instabilidade política”, que têm consequências negativas para a economia.
A agência ainda afirmou que a perspectiva negativa reflete as incertezas sobre a recuperação econômica do País, que ainda pode ser rebaixado se não houver freio da dívida pública.
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