A Usiminas, maior fornecedora de aço para o setor automotivo, anunciou que vai religar um alto-forno de ferro-gusa, um dos insumos do aço, que estava inoperante desde 2015 na usina de Ipatinga, MG. A empresa projetou aumento na demanda interna pelo produto e este fato motivou a reativação do equipamento, que vai incrementar em até 600 mil toneladas a sua produção de gusa em 2018.
Para o presidente a empresa, Sergio Leite, os primeiros sinais de reaquecimento do mercado siderúrgico, mesmo que de forma tímida, ajudaram na decisão da empresa de retomar a produção no alto- forno: “Ainda vislumbramos um crescimento lento para 2017, mas já estamos nos preparando para uma retomada mais consistente em 2018. A reativação representa um incremento para nossa produção e, consequentemente, para o fortalecimento da nossa competitividade”.
A retomada da produção no setor automotivo, projetada para 11,9% mais sobre os 2 milhões 156 mil 356 unidades fabricadas no ano passado, também é visto como um fator que exerceu influência na decisão da Usiminas. Segundo Pedro Galdi, analista do setor siderúrgico da Upside Investor, a influência vem do fato de o setor ser um dos principais consumidores do aço da siderúrgica, o qual vive desempenho positivo nas exportações:
“A siderúrgica abastece todo o parque fabril de veículos e é natural que um eventual crescimento neste setor que consome tanto motive a usina a produzir mais aço.” De acordo com a Usiminas, um terço de suas vendas nos últimos quatro anos foi destinado ao setor automotivo. Em 2016, a empresa vendeu um total de 3,7 milhões de toneladas.
Em 2015 o alto-forno foi temporariamente paralisado por causa do desaquecimento interno das vendas de aço. Para que o equipamento volte a produzir, será necessário um investimento de R$ 80 milhões e um trabalho de preparação previsto para durar em torno de 11 meses. Dessa maneira, a reativação do alto-forno deve ocorrer em abril de 2018. A decisão terá impactos positivos tanto sobre a produtividade da companhia quanto sobre a geração de empregos e movimentação da economia da região.
A expectativa da Usiminas é de que cerca de 400 empregos temporários sejam gerados durante a obra de preparação. Para a operação do equipamento, a estimativa é de contratação de 120 empregados diretos, principalmente nas áreas de Redução, Aciaria e Manutenção. Além disso, a reativação do alto-forno 1 deverá aumentar em 2 mil toneladas diárias a capacidade de produção de ferro-gusa na unidade, reduzindo a eventual necessidade de compra de placas de terceiros.
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