Foi adiada, mais uma vez, agora para 4 de julho, a decisão sobre a aprovação, ou não, do plano de recuperação judicial da Guerra, fabricante de implementos rodoviários de Caxias do Sul, RS. Convocada para a quarta-feira, 30, a assembleia foi suspensa a pedido de um grupo de credores, com aval do acionista minoritário, Marcos Guerra, que apresentou plano alternativo ao que foi proposto pelos sócios majoritários há mais de um mês.
O plano, elaborado por advogado representante legal do grupo, traz diferenças principalmente com relação à possibilidade de venda dos bens da companhia para liquidar as dívidas. Também melhora a forma de pagamento dos débitos trabalhistas. A aprovação do plano daria sustentação ao ingresso de R$ 60 milhões por parte de investidores, que já protocolaram a proposta.
Mais de setecentos credores têm valores a receber da Guerra, que tem dívida consolidada estimada em R$ 200 milhões. Desde a metade de maio a empresa está com atividades paralisadas e salários em atraso – a recuperação judicial vem desde julho de 2015.
Em 2008 a Guerra era a segunda colocada no ranking nacional de emplacamentos de implementos rodoviários, com participação de 15%, algo próximo a 8 mil veículos. No ano passado fechou na quarta posição, com 9,9% de participação, equivalente a perto de 2,3 mil unidades emplacadas. No primeiro trimestre de 2017 caiu mais uma posição: tem 3,9% dos emplacamentos, o que representa 190 veículos num universo de 4 mil 905 unidades colocadas no mercado nacional.
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