A venda de veículos importados no Brasil diminuíram o ritmo de queda em maio, com o licenciamento de 2 mil 558 unidades, recuo de 5,1% diante do mesmo mês do ano anterior. Com relação a abril as vendas cresceram 25,1%. De janeiro a maio a retração foi de 30,7%: 10 mil 686 veículos vendidos contra 15 mil 412. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 5, pela Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.
José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, disse que o comportamento dos emplacamentos de carros importados está bem diferente do ritmo de vendas do mercado total. Segundo ele isso se deve exclusivamente ao fato de os veículos importados estarem “sob regime de exceção”, com 30 pontos porcentuais adicionais de IPI, até o limite de 4,8 mil unidades por ano:
“Volto a insistir em que a recuperação comercial do segmento de importados contribuirá efetivamente com o recolhimento de impostos, fator essencial para o governo e para o País, pois a venda de importados está represada há pelo menos cinco anos. Sem levar em consideração que o aumento da importação de veículos em nada afetará a balança comercial, hoje extremamente favorável ao Brasil. Por isso não há qualquer sentido em frear as importações”.
Em maio, com 2 mil 558 unidades licenciadas, a participação das associadas à Abeifa foi de 1,35% do mercado total de automóveis e comerciais leves, 190 mil 131 unidades. No acumulado o market share foi de 1,34%, 10 mil 686 unidades, do total de 802 mil 351 unidades.
As associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki, fecharam o mês com 1 mil 622 unidades emplacadas, aumento de 31,8% no comparativo com o mesmo mês de 2016. De janeiro a maio os emplacamentos totalizaram 5 mil 806 unidades, alta de 47,5%.
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