Acumulando quedas nos emplacamentos desde 2012, o setor de implementos rodoviários defende que para iniciar uma retomada são necessárias medidas específicas para o segmento. Alcides Braga, presidente da Anfir, a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, disse no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2017, em Sorocaba, SP, que suas associadas passaram ao largo das políticas de incentivo promovidas pelo BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, nos últimos anos e que isso prejudicou o andamento do que ele afirmou ser um “processo urgente de retomada”.
O representante afirmou que o crescimento do setor depende exclusivamente do PIB, o Produto Interno Bruto. Apenas um crescimento maior que 2% poderá gerar negócios no setor a ponto de aumentar o investimentos em implemento: “O PIB influencia os nossos negócios, mas precisamos de uma política que envolva o BNDES para que os indicadores possam voltar ao nível de 2013. Não fomos beneficiados pela onda de investimentos dos últimos dez anos, por isso a demora na recuperação”. O PIB no primeiro trimestre cresceu 1%. Para 2018, a projeção do BC, o Banco Central, é de 2% de aumento.
Sobre o Rota 2030, a política industrial que deverá substituir o Inovar-Auto em 2018, Braga afirmou que ela será benéfica ao setor automotivo como um todo, porém com poucos resultados práticos na área de implementos: “As diretrizes sinalizam para incentivos aos fabricantes de caminhões leves e semipesados, o que é muito positivo. No entanto, acreditamos que ainda não é o tempo do governo mirar seus canhões para novidades. É preciso investir na resolução de questões antigas, as quais estão ligadas ao nosso negócio. Se fossem tirados de circulação veículos mais velhos, por exemplo, isso movimentaria toda a cadeia”.
No quadrimestre, as demandas do setor de papel e celulose aumentaram o volume de vendas das fabricantes de implementos rodoviários. Por outro lado, o crescimento em alguns segmentos foi insuficiente para reverter o perfil negativo das vendas no período. De janeiro a abril foram emplacadas 15 mil 409 unidades de reboques e semirreboques, queda de 26,7%. O resultado foi o pior desde 2012. Segundo o presidente da Anfir, o setor atualmente produz em torno de 60 mil unidades de implementos por ano. A capacidade instalada, ele afirma, é de produzir 215 mil produtos anualmente.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias