São Paulo – A locadora de veículos Turbi encerrou 2025 com faturamento de R$ 392 milhões, 45% acima do ano anterior, em linha com a projeção de alcançar R$ 400 milhões. A expansão da frota, para 7 mil veículos, com a adição de 3,5 mil carros, sustentou o incremento da receita no ano passado, quando o índice da taxa média de utilização foi a 71,6%.
A margem EBITDA da unidade de locação alcançou 55%, salto de 33 pontos porcentuais frente aos 22% registrados em 2024, justificado pela estrutura de custos enxuta baseada no uso intensivo de tecnologia e inteligência artificial, além da diluição contínua de despesas administrativas com o ganho de escala. O ano passado foi marcado pelo primeiro ciclo completo de operação sob o modelo de frota 100% própria, o que ampliou o controle sobre a eficiência operacional e preservação dos ativos.
Em 2025, a Turbi acessou o mercado de crédito captando R$ 188 milhões no primeiro trimestre, por meio de debêntures e linhas de crédito, seguida por aumento de capital de R$ 80 milhões em julho. E, no terceiro trimestre, a companhia concluiu a maior captação bancária de sua história, de R$ 156 milhões junto ao Itaú, e encerrou o ano com novas linhas de capital de giro e dívida veicular junto ao Santander, C6 e Banco Rendimento, operações usadas para diversificar o portfólio de credores e garantir fôlego financeiro para sustentar o crescimento operacional.
Na vertical de Seminovos, 2025 foi marcado pela expansão multicanal. A companhia registrou a venda de 1 mil 784 veículos, alta de 39% em relação a 2024, com a inauguração de novas lojas físicas nas regiões Norte e Leste de São Paulo. Para este ano, a empresa projeta dobrar o número de lojas para consolidar o varejo como principal via de desmobilização da frota.
Para 2026, plano é captar mais recursos e ampliar operação
No início deste ano a empresa lançou a Trato, seu braço de financiamento veicular. Ainda para 2026 o plano é lançar soluções baseadas em inteligência artificial, incluindo tecnologias de detecção autônoma de danos e sujeira nos veículos e pontos de retirada totalmente automatizados com reconhecimento facial.
Para sustentar a próxima etapa de crescimento, a Turbi planeja captar cerca de R$ 750 milhões dedicados exclusivamente à expansão da frota. O movimento deve ser acompanhado por rodada global de equity assessorada pelo Santander, com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital e otimizar custos financeiros diante de eventuais quedas nas taxas de juros.
Em paralelo, a companhia prepara novo ciclo de expansão geográfica, com a abertura de operações fora do Estado de São Paulo: o objetivo é levar o modelo digital da empresa para outras capitais brasileiras e atingir a marca de 12 mil veículos em operação.