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13/07/2015

Renegade ajuda a melhorar resultado da Abeifa

Por Viviane Biondo

- 13/07/2015

As vendas das marcas ligadas à Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos, registram baixa de 14% no acumulado de janeiro a maio.

Segundo números divulgados pela associação quarta-feira, 10, os emplacamentos somaram 35 mil 321 unidades no período face às 41 mil 90 em intervalo equivalente do ano passado.

Para Marcel Visconde, presidente da Abeifa, a queda pode se acentuar no segundo semestre. “Tanto que em junho vamos revisar, a exemplo de outras associações, as nossas projeções para o ano. Hoje estimamos queda de 15% em relação a 2014, mas o cenário se deteriora paulatinamente e ainda não sabemos se há espaço de piora. Vivemos recessão, inflação nos níveis de 2003 e poder de compra reduzido.”

Segundo Visconde a forte variação cambial é um dos componentes que mais dificultam a visão de curto prazo. “Há ainda pressão de estoque remanescente dentre as associadas, pressão de vendas das matrizes, de modo que se olha menos a margem de lucro e mais o volume de vendas. Para o cliente o momento é ótimo. Desconto e agrado são palavras fáceis nas revendas hoje.”

A Kia Motors, por exemplo, tem estoque de quatro meses, enquanto a Jac Motors, de dois meses, segundo o dirigente.

“Não tem jogo fácil para ninguém, até o crédito está mais difícil. O rigor e a velocidade na aprovação de fichas de financiamento é totalmente diferente de anos atrás. Não há escassez de recursos, mas o custo do dinheiro está mais alto, o que impacta também a decisão de compra do consumidor”, considera o presidente.

“Nem mesmo o segmento premium está imune à baixa confiança do mercado. Ocorre que marcas como Audi e Mercedes-Benz lançaram produtos em segmentos de entrada, que conquistam clientes de outras marcas.”

No entanto não são só más as notícias dentre as associadas. Graças à boa aceitação do Jeep Renegade os emplacamentos da marca alcançaram 4 mil 593 unidades, sendo 3 mil 152 apenas referentes ao novo modelo nacional, que chegou em abril – com isso sozinho o SUV representou 9% do volume total emplacado por todas as marcas da Abeifa até maio.

O resultado alçou a Jeep direto ao posto de terceira maior em vendas no acumulado anual dentre as associadas à Abeifa. De abril para maio as entregas do utilitário saltaram de 575 para 2 mil 492 unidades.

Na frente da Jeep estão Kia Motors, com 7 mil 219 emplacamentos, e BMW, com 5 mil 880. Ambas, contudo, têm queda de 27,6% e 1,6%, respectivamente, na comparação com as 9 mil 977 e 5 mil 977 de janeiro a maio do ano passado.

Visconde analisa que o País sofre hoje uma “ciclotimia econômica, comum em todo o mundo, mas a perda brasileira chama a atenção. Entendemos que no longo prazo isso passará, mas a política de combate à inflação adotada pelo governo não está eficiente. Creio que seja hora de parar, o remédio está amargo”.

Outra ponderação do presidente é em relação ao aumento de cotas para os importados. “Somos a favor de um diálogo que busque a sofisticação do modelo de cotas, hoje fixas em até 4,8 mil unidades. Creio que nossa participação no mercado não aumentaria de modo relevante com isso. Não se trata de ameaça à indústria nacional.”

No ano passado as associadas à Abeifa venderam 96 mil unidades. Por ora, a estimativa de Visconde é ficar na faixa das 80 mil unidades.


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