Com vendas internas de 200 mil 77 veículos o setor automotivo brasileiro registrou no mês passado o pior setembro desde 2006. O resultado representou queda de 32,5% em relação ao total de 296,2 mil unidades emplacadas no mesmo mês do ano passado, o maior índice de decréscimo no ano neste tipo de comparativo. Sobre agosto a retração foi de 3,5%.

No acumulado do ano foram comercializadas 1 milhão 954 mil veículos, queda de 22,7% em relação ao acumulado de 2 milhões 526 mil unidades dos primeiros nove meses de 2014. Ao divulgar os dados na terça-feira, 6, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, atribuiu à crise política o baixo desempenho do setor no período. E voltou a falar no potencial do mercado ao citar os números de venda no segmento de usados, que este ano vem roubando venda do mercado de 0 Km:
“A venda de seminovos até três anos de uso cresceu 1,8% ano acumulado dos primeiros oito meses e especificamente em agosto a alta em relação ao mesmo mês do ano passado foi de 48%”.

Os estoques, apesar dos esforços das montadoras em reduzir produção, continuam elevados, segundo Moan: “O total na rede e nas fábricas baixou apenas um dia, de 357,8 mil unidades para 346,9 mil, equivalendo hoje a 52 dias de vendas”.
No segmento de automóveis e comerciais leves o número de emplacamentos em setembro ficou em 192,8 mil unidades, queda de 3,6% em relação a agosto e de 31,8% comparativamente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano as vendas de automóveis e comerciais leves totalizam 1 milhão 884 mil unidades, decréscimo de 21,7% sobre idêntico período de 2014.
A queda nas vendas de veículos nacionais no acumulado do ano é um pouco inferior à relativa aos importados – respectivamente 19,8% e 29,9%. Com isso a participação dos modelos vindos de fora no mercado brasileiro caiu de 17,6% no ano passado para 16,3% este ano.
Também se mantém em queda a participação dos modelos 1.0 no mercado total. No acumulado do ano passado os carros com essa motorização responderam por 36,1% das vendas totais no País, índice que caiu para 34,3% nos primeiros nove meses deste ano.

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