AutoData - Em nove meses, México produz o que a Anfavea projeta para o Brasil
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16/11/2015

Em nove meses, México produz o que a Anfavea projeta para o Brasil

Por André Barros

- 16/11/2015

De janeiro a setembro as fábricas do México produziram 2,5 milhões de automóveis e comerciais leves, volume 6,5% superior ao do mesmo período do ano passado, segundo dados da Amia, a associação que representa as montadoras locais. Essa quantidade de veículos que saíram das linhas de montagem mexicanas em nove meses supera a projeção da Anfavea para todo 2015 na indústria brasileira – 2 milhões 316 mil unidades.

Esse número da Anfavea foi divulgado na última entrevista coletiva à imprensa, na terça-feira, 6, quando todas as projeções da associação para mercado e indústria brasileira de veículos foram revisadas. Até 2013 o Brasil era o maior produtor de veículos da América Latina, posto tomado pelo México no ano passado.

Em 2015 os mexicanos novamente ficarão à frente dos brasileiros. A produção nacional de veículos no acumulado de janeiro a setembro é inferior inclusive à quantidade de veículos exportados pelas montadoras do México: 1,8 milhão de veículos leves produzidos no Brasil, 2,1 milhões de automóveis e comerciais leves mexicanos exportados.

Tanto a produção quanto os embarques da indústria mexicana em 2015 são os maiores da história. Por aqui, os volumes de produção retornaram aos níveis de 2006. As exportações, embora em ligeira recuperação, ainda não compensam a queda do mercado doméstico – e competem, inclusive, com os produtos mexicanos em diversos mercados da região.

O mercado mexicano de veículos, embora relativamente pequeno, cresceu 19,7% no acumulado do ano, para 944,9 mil unidades. O que sustenta a produção, portanto, são as exportações. O principal cliente é, disparado, os Estados Unidos: compraram 71,4% dos veículos exportados, ou 1,4 milhão de unidades, crescimento de 7,5% com relação ao mesmo período de 2014.

Em segundo vem o Canadá, com 10,9% dos embarques mexicanos, ou 194,4 mil unidades. Outrora terceiro maior cliente, o Brasil agora é o quarto, com 2,5% das compras. De 2014 para 2015 as importações brasileiras caíram 36,4%, para 51,1 mil veículos, enquanto as da Alemanha aceleraram 10,9%, para 75,8 mil unidades, 3,6% do total das exportações mexicanas.


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