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09/05/2016

Abraciclo tenta incluir motocicletas nas negociações bilaterais

Por Marcos Rozen

- 09/05/2016

A Abraciclo, associação que representa a indústria brasileira de motocicletas, está conduzindo esforços para acrescentar o segmento nos acordos bilaterais automotivos que o Brasil negocia atualmente com diversos países. A informação foi revelada por Marcos Fermanian, seu presidente, na quinta-feira, 7, em São Paulo.

 De acordo com o executivo esta seria forma de reduzir um pouco a dependência dos embarques dos humores do mercado argentino, que responde por aproximadamente 75% das compras de todas as motocicletas brasileiras destinadas ao mercado externo.

Apesar de um excelente desempenho dos embarques no primeiro trimestre deste ano – foram enviadas ao Exterior 13,7 mil unidades de janeiro a março, crescimento de 116,5% ante mesmo período de 2015 – a associação reviu sua projeção para o total do ano, que agora estima em 70 mil unidades, crescimento modesto de 1,3% ante as 69,1 mil de 2015. Antes, o cálculo apontava para alta de 8,5%, com 75 mil.

Segundo Fermanian o desempenho das vendas ao mercado externo foi bom no segundo semestre do ano passado, o que provocará redução dos índices a partir da segunda metade deste ano.

Em março, isoladamente, foram vendidas a outros países 4,7 mil motocicletas Made in Brazil, crescimento de 180% na comparação com as 1,7 mil do mesmo mês do ano passado.

Mercado – Diante dos números do mercado interno no primeiro trimestre a Abraciclo decidiu ainda revisar outros índices esperados para 2016, agora em queda. As vendas no atacado devem fechar em 1 milhão 70 mil, redução de 10,1% ante as 1 milhão 190 mil de 2015, enquanto para o varejo estima-se 1 milhão 75 mil, baixa de 12,2%. Até então a associação imaginara elevações de 2,5% e 0,5%, respectivamente, para este ano.

E com isso a expectativa para a produção nacional também sofreu revés. Agora a estimativa aponta para 1 milhão 140 mil motocicletas, baixa de 9,7% ante as 1 milhão 262 mil de 2015 – antes, esperava-se crescimento de 2,5%.

Para Fermanian as revisões ainda indicam que o Brasil permanecerá como o sexto maior mercado de motocicletas do mundo, e “um volume de um milhão de unidades ao ano não pode ser desprezado”.

No primeiro trimestre, aponta a Abraciclo, foram produzidas 227,4 mil motos, quase 37% a menos do que as 360 mil do mesmo intervalo de 2015. O atacado fechou o período em baixa de 37,4%, com 215,4 mil ante 343,8 mil há um ano. E o varejo em retração de 26,6%, ao somar 240 mil unidades ante as 327 mil de janeiro a março de 2015.

Em março, isoladamente, a produção alcançou 80,4 mil unidades, 36,8% menos do que no mesmo mês do ano passado mas 13,2% melhor que fevereiro. As vendas no atacado registraram 83,5 mil motos, queda de 36,2% no comparativo anual e alta de 14,3% no mensal.

 


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