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02/07/2016

Metalúrgicos bloqueiam a via Anchieta

Por Redação AutoData

- 02/07/2016

Metalúrgicos da Ford e da Mercedes-Benz estiveram mobilizados na quarta-feira, 1, na Via Anchieta para reivindicar a renovação da adesão das fabricantes ao PPE, Programa de Proteção ao Emprego. Na Scania também trabalhadores protestaram em frente à fábrica, mas em ato separado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, as montadoras já sinalizaram que não pretender realizar a renovação com a ameaça de novas demissões com o objetivo de se adequar ao atual cenário de queda nas vendas de veículos. “Não vamos aceitar o corte de mais 4 mil empregos que a Mercedes, Ford e Volks querem fazer nos próximos meses”, afirmou em nota o representante do sindicato.

O PPE permite às empresas reduzir a jornada e os salários dos funcionários em até 30%, metade da perda salarial é compensada pelo governo por meio dos recursos do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador. O programa foi lançado em julho do ano passado e atraiu boa parte das montadoras instaladas no ABC.

Em comunicado, o sindicato relata que na Mercedes-Benz os trabalhadores realizaram um dia de paralisação em 4 de maio depois que o presidente da  montadora, Philipp Schiemer ter dito à imprensa que não renovaria o PPE. Já na Ford foi aprovada uma paralisação da produção no dia 9 de maio contra a demissão de mil trabalhadores que a empresa que fazer.

A adesão da Mercedes-Benz ao PPE inclui por volta de 7 mil trabalhadores e venceu na terça-feira, 31. A empresa já tinha cerca de 1 mil funcionários horistas em licença remunerada e ampliou o número para 1,8 mil por tempo indeterminado. A partir de 1º de junho também a Mercedes-Bez abriu para horistas e mensalistas um PDV, Programa de Demissão Voluntária, válido até julho com valor máximo de R$ 115 mil, a depender do tempo de casa, com direto a assistência média até o fim do ano.

Na Ford são em torno de 4 mil trabalhadores dentro do programa que vence dia 30 de julho.

Segundo o sindicalista, hoje, há 23 mil trabalhadores no PPE na região do ABC. “Essa perspectiva de demissões pode impactar fortemente em toda a categoria.”


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