Com apenas 2 mil 856 unidades comercializadas no mês passado, as dezoito marcas filiadas à Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, totalizaram 15,4 mil veículos emplacados no acumulado de janeiro a maio, retração de 44,2% em relação 27,8 mil do mesmo período de 2015.
As vendas de maio foram 5,6% inferiores às de abril, quando o segmento superou 2,8 mil unidades, e 44,2% abaixo das realizadas no mesmo mês do ano passado – 4,8 mil. Ao divulgar o resultado do setor na segunda-feira, 6, o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, voltou a culpar o IPI majorado pelo péssimo desempenho do setor:
“Reconhecemos que o mercado interno de veículos automotores está temporariamente em baixa, mas no caso dos importados a situação é agravada com os 30 pontos oorcentuais a mais no IPI para os carros comercializados fora do sistema de cotas. E o dólar na casa de R$ 3,60 só agrava esse quadro”.
Gandini disse que a diretoria da Abeifa espera que o governo federal reveja o IPÌ adicional para as importados, “medida criada pela administração anterior sem qualquer critério e que contraria inclusive e frontalmente as normas da OMC, Organização Mundial do Comércio”.
A entidade defende a adoção de medidas urgentes para evitar maiores problemas para as importadoras e suas redes de concessionárias: “Volto a insistir que o setor de importados não pode esperar até dezembro de 2017 o fim dos 30 pontos percentuais do IPI”.
Das dezoito associadas da Abeifa, quatro marcas têm produção local – BMW, Chery, Mini e Suzuki. Elas fecharam o mês passado com 1 mil 231 unidades emplacadas, total que representou alta de 46,4% em relação a abril, mas queda de 65,7% se comparado com maio de 2015, quando foram emplacadas 3,6 mil unidades nacionais. No acumulado do ano as quatro emplacaram 3,9 mil veículos, queda de 47,8% ante os 7,5 mil dos primeiros cinco meses do ano passado.
Com os totais somados – importados e produção nacional –, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,42% no mês de maio e de 2,47% nos primeiros cinco meses do ano.
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